Proposta para minimizar o efeito estufa

Antonio Germano Gomes Pinto (*)

Muito se tem falado sobre esse fenômeno que tanto preocupa os especialistas em meio ambiente e muitas são as propostas para, digamos, minimizar o problema.

Observa-se que ninguém apresenta uma proposta definitiva de erradicação da poluição provocada pelo gás carbônico ao meio ambiente. Sempre são apresentadas soluções paliativas, que, em última análise, empurram o problema para gerações futuras.

Então vejamos, por exemplo:
A fotossíntese, o reflorestamento, fixa o carbono, retira-o da atmosfera e devolve o oxigênio do gás carbônico ao meio ambiente, mas sabemos que essa fixação não é permanente, o vegetal, ser vivo, tem um ciclo de vida, um dia morrerá, entrará em decomposição e devolverá o gás carbônico à atmosfera. O vegetal deve ser utilizado como um armazenador, fixador e dosador da água no meio ambiente, como fixador de gás carbônico não age de forma definitiva. Uma árvore de porte médio pode fixar até dez litros de água, liberando-a lentamente em função de temperatura, pressão e umidade relativa do ar.

Não existem Tratado de Kioto, cotas de carbono ou pactos entre as nações capazes de reduzir emissão de gás carbônico na atmosfera, não há como produzir energia a partir do combustível fóssil sem gerar gás carbônico. A sociedade científica chegou ao ridículo de criar o chamado crédito de carbono. O mundo está brincando com a realidade.

Mas há como cortar o mal pela raiz, retirando o gás carbônico da atmosfera e como continuar utilizando o combustível fóssil (petróleo ou carvão) sem aumentar a temperatura ambiente, sem poluir a atmosfera.

Em linhas gerais a proposta é a seguinte:

a) As Empresas Petrolíferas injetam ar ou água no poço de petróleo para, por diferença de pressão, expulsar o óleo do interior da crosta terrestre para a superfície. Por que não substituir a água ou o ar pelo gás carbônico sob pressão?

b) A queima de um combustível fóssil gera, no mínimo, 70% de gás carbônico e 30% de água. Então, os bolsões, os vazios deixados pelo petróleo ao ser retirado, dariam para armazenar os 70% do gás carbônico oriundo do petróleo e sobrariam 30% para armazenar os gás carbônico gerado pela queima do carvão mineral;

c) As placas geológicas onde o petróleo foi gerado e armazenado por milênios são de grande espessura, formações geológicas antigas, não sujeitas a fenômenos naturais como terremotos ou vulcões. Não há, portanto, nenhum risco ambiental ao se utilizar os bolsões, os vazios provocados pela retirada do petróleo como depósitos de gás carbônico sob pressão;

d) Após a exaustão do poço ou retirada total do petróleo, o poço seria lacrado, sepultando para sempre o gás carbônico ali depositado sob pressão;

e) O gás carbônico assim armazenado iria preencher o vazio gerado pela retirada do petróleo e funcionar como suporte para as camadas de rocha formadora dos paredões do entorno do poço;

f) O gás carbônico tem reações ácidas, possui tendência a carbonatização, ou seja, iria reagir lentamente com as rochas encaixantes de origem sedimentar formadoras das paredes dos poços, criando paredes de rocha calcária, reforçando, dessa forma, cada vez mais as paredes dos depósitos de gás.

Portanto, há como se resolver o problema do chamado efeito estufa, faltando apenas vontade política.

Outro fato que acontece e que a sociedade desconhece porque não é divulgado. Não é unicamente o gás carbônico, entre outros, que provoca o acirramento do efeito estufa, mas também a água de combustão, a água que é atirada na atmosfera junto com os gases no momento da queima do combustível sob forma de vapor. Para cada cem quilos de combustível utilizados, trinta quilos se transformam em água e setenta em gás carbônico. Temos excesso de água na Natureza, porém má distribuição da mesma devido à ausência ou escassez das florestas e aumento da temperatura ambiente.

* É bacharel em Química, Licenciado em Química, Químico Industrial, Engenheiro Químico, Especialista em Recursos Naturais com ênfase em Geologia, Especialista em Tecnologia e Gestão Ambiental, Professor Universitário e autor de duas patentes registradas no INPI e em grande número de países.

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