A Coleta Seletiva do Lixo Urbano

Iranilson Miguel Pinheiro Ferreira (*), Antonys Barbosa da Silva (**) e Myrian Abecassis Faber (***)

RESUMO

A questão da coleta seletiva do lixo urbano não vem sendo pensada organizadamente no Brasil, e tampouco se têm considerado em conjunto seus diversos aspectos, como por exemplo: a coleta do lixo; a sua disposição final e os eventuais danos ecológicos; a questão social representada pelos “catadores”; a questão sanitária e a reciclagem do lixo, ou seja: o aproveitamento do composto orgânico na agricultura; e o uso, como insumo industrial, dos elementos recicláveis – vidro, papel, plástico e metal. Na maioria das cidades brasileiras, além de o serviço de coleta ser insuficiente, o destino final do lixo é inadequado. Pela própria dificuldade de manejo e alto custo de manutenção, o lixo compromete diretamente o meio ambiente, causando a poluição do solo, do ar e dos recursos hídricos, e afeta a condição sanitária da população.

Palavras-chaves: Coleta seletiva; Lixo urbano; Disposição final; Reciclagem; Poluição.

ABSTRACT

The issue of selective collection of urban garbage is not being thought in Brazil, neither have considered together, some aspects for example: the collection of garbage; its final destiny and possible ecological damage, the social question represented people that work with urban garbage, a health issue and recycling of waste, namely: the use of organic compost in agriculture, and use as industrial input, the recyclable elements – glass, paper, plastic and metal. In most Brazilian cities, in addition to the collection service is insufficient, the final destination of the waste is inadequate. For own difficulties in management and high cost of maintenance, garbage directly undermines the environment, causing pollution of the soil, air and water resources, and affects the health condition of the population.

Keywords: Collection selective; Urban Waste; Final provision; Recycling; Pollution.

INTRODUÇÃO

É fato a gravidade da questão que envolve a coleta e disposição do lixo – tema que exige um estudo específico e especializado. No mais das vezes, a coleta, o transporte e a destinação final desses dejetos são absolutamente impróprios, causando perdas humanas, além de danos econômicos e ecológicos imensuráveis. Devido a utilização constante de algumas palavras, é necessário definir uma nomenclatura padrão para que o uso dessas palavras sejam entendidos: Coleta Seletiva do Lixo Urbano – CSLU e Educação Ambiental – E.A
Os assuntos relativos à CSLU estão cada vez mais em evidência em todos os círculos da sociedade. No cenário internacional, vários autores, entidades e autoridades de diferentes nações fazem, com freqüência, alusões à CSLU. Por outro lado, autores brasileiros, pelo mesmo motivo acima exposto, já manifestaram preocupações quanto a CSLU. A composição do lixo urbano depende dos hábitos da população entre outros fatores, sendo que as proporções encontradas na literatura giram em torno de 65% de matéria orgânica, 15% de papel e papelão, 7% de plásticos, 2 % de vidros, 3% de metais – materiais com alta reciclabilidade – e o restante se divide entre outros materiais, como trapos, madeira, borracha, terra, couro, louça – com baixo potencial para a reciclagem – e materiais com potencial poluidor, como pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes. Vale salientar que, a Organização Mundial da Saúde (apud PNUD, 1998) define lixo como “qualquer coisa que seu proprietário não quer mais, em um dado lugar e em certo momento, e que não possui valor comercial”. De acordo com essa definição, pode-se concluir que o resíduo sólido, separado na sua origem, ou seja, nas residências e empresas, e destinado à reciclagem, não pode ser considerado lixo, e sim, matéria prima ou insumo para a indústria ou outros processos de produção, com valor comercial estabelecido pelo mercado de reciclagem. Chega-se a uma situação de desconforto no que se relaciona com a produção e destino final dos resíduos sólidos produzidos. O homem já está se conscientizando da necessidade de uma nova mudança nas suas atitudes em relação ao lixo. A saturação dos equipamentos de depósitos destes resíduos, dentre os quais: os lixões, os aterros sanitários etc., fez surgir problemas graves que exigem soluções práticas com respostas imediatas e positivas. É indiscutível, porém, o fato de que ações isoladas da comunidade não podem originar todos os resultados esperados. A sociedade é responsável pela problemática do lixo e a ela cabe participar ativamente das tentativas para resolver tão grande problema. É um desafio rever o processo de consumo exagerado, criar tecnologias que permitam reciclar e reaproveitar os materiais em desuso e, principalmente, mobilizar a sociedade para reverter a visão que esta tem do consumo e do lixo.

COLETA DO LIXO URBANO

Assuntos relativos à CSLU estão cada vez mais em evidência em todos os círculos da sociedade. No cenário internacional, vários autores, entidades e autoridades de diferentes nações fazem, com freqüência, alusões à CSLU. Por outro lado, autores brasileiros, pelo mesmo motivo acima exposto, já manifestaram preocupações quanto a CSLU. A composição do lixo urbano depende dos hábitos da população entre outros fatores, sendo que as proporções encontradas na literatura giram em torno de 65% de matéria orgânica, 15% de papel e papelão, 7% de plásticos, 2 % de vidros, 3% de metais – materiais com alta reciclabilidade – e o restante se divide entre outros materiais, como trapos, madeira, borracha, terra, couro, louça – com baixo potencial para a reciclagem – e materiais com potencial poluidor, como pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes.

Em diversos lugares, a reciclagem a partir da CSLU vem dando certo e contribuindo para reintegrar os materiais descartados ao ciclo produtivo e de consumo, bem como auxiliando na mudança de postura social em relação ao lixo. Para que haja a reintegração dos resíduos reutilizáveis ao ciclo produtivo e de consumo, é necessária a formação de uma cadeia econômica de produção que integra fatores como capital, tecnologia, mão-de-obra, transporte etc. e que, por sua vez, está abrindo espaço para a absorção de pessoas que antes se alimentavam dos restos estragados do lixo e que podem vir a ter a oportunidade de produzir renda a partir da comercialização de produtos descartados, e, desse modo, poder se alimentar não do lixo, mas com o resultado da renda que ele proporcionar. O problema do lixo talvez seja um dos mais graves problemas da sociedade moderna. O acúmulo de materiais não degradáveis e a pressão exercida pelo contínuo despejo, mostra a necessidade do assunto ser tratado com seriedade, pelo governo e por toda sociedade. Mas, para tudo isto dar certo é preciso investir na mobilização social, mas na mobilização social inteligente. Esta aí a grande e central questão, não somente para a questão do lixo, quanto para o controle das epidemias, para a promoção da saúde, para administrar melhor a cidade, para alcançar a plena cidadania em todas as frentes. Além da geração excessiva de lixo (muitas vezes com materiais que poderiam ser reaproveitados e reciclados), o pior é a destinação indevida. A grande maioria das cidades brasileiras ainda mantém a prática dos famosos “lixões” ou também têm conseqüências negativas para a saúde pública, porque constituem ambientes propícios para a proliferação de vetores de doenças como moscas, mosquitos, baratas, ratos, entre outros.

A coleta do lixo urbano é feita por órgãos públicos recolhidos sem nenhuma pré-seleção ou separação de material, lixos misturados (orgânicos e inorgânicos) que têm como destino os lixões, onde são encontrados todos os tipos de resíduos. A coleta seletiva deve ser feita através de um programa de conscientização, gerando parcerias com escolas, condomínios, domicílios, comércios, varejistas e catadores , que separam os materiais não orgânicos, posteriormente recolhidos pelos veículos coletores de lixo. Os materiais separados através desta parceria são enviados à uma central de seleção, nos quais são separados pela categoria ‘sucateiros’. Após este processo, são embalados e adensados para viabilizar o custo com transporte e, em seguida, são direcionados às empresas especializadas em reciclagem, evitando, assim, serem recolhidos através da coleta de lixo urbano. A coleta dirigida é a alternativa para a coleta em municípios que não disponham da coleta seletiva, que nada mais é do que a conscientização da população local para a separação do material reciclável, entregando-a nos pontos de coleta ou aguardando a data fixada para a coleta domiciliar.

DESTINAÇÃO FINAL

Já foi dito que o lixo brasileiro é tido como um dos mais ricos do mundo. Heliana Katia Campos, secretária-executiva do Fórum Nacional Lixo e Cidadania da Unicef considera que não está sendo devidamente tratada às questões relativas ao saneamento ambiental, em especial à coleta e destinação adequada dos resíduos. Ela alerta para a má destinação dos resíduos em nascentes, córregos, margens de rios e estradas, além de provocar problemas ambientais graves e poluir as águas. Ressalta ainda que o problema da catação de lixo por seres humanos é “regra geral”, de norte a sul do país, tanto em cidades de pequeno porte como nas grandes capitais. É uma situação constrangedora e inaceitável, fruto da miséria, do desemprego e da busca desesperada pela sobrevivência. O gerenciamento dos resíduos sólidos é um dos principais problemas enfrentados pela grande maioria das cidades brasileiras, em especial as de grande e médio porte. Segundo a União Brasileira para a Qualidade (UBQ) o Brasil recicla menos de 5% do lixo urbano, enquanto esse percentual chega a 40% nos países desenvolvidos. Dados indicam que, à medida que a coleta e a reciclagem dos materiais descartados apresentam-se como uma alternativa rentável, torna-se uma atividade produtiva, gerando emprego e renda. O homem está aumentando a quantidade e os tipos de resíduos que demoram a se decompor no meio ambiente. Isso pode quadruplicar ou quintuplicar a quantidade de resíduos produzidos até o ano 2.025. Para evitar que isso aconteça, é necessário que se preste mais atenção na forma como se produz e se consome as coisas, para que a produção de lixo não seja tão alta.

O Brasil produz aproximadamente 230 mil toneladas de lixo por dia. Cada brasileiro gera, em média, 500 gramas de lixo diariamente, podendo chegar até a mais de 1 kg, dependendo do poder aquisitivo e local em que mora. Todo o material descartado e que se transforma no lixo das cidades, em grande parte, deve ser destinado de outra maneira para ser recuperado como matéria-prima, podendo assim ser reutilizado na fabricação de um novo produto. Esse processo denomina-se Reciclagem. Reciclar é aproveitar o material de que foi feito um objeto, uma embalagem ou qualquer coisa fabricada e que já tenha sido usada. Dessa maneira evita-se que o material acabe no lixo. “Jogar fora” se torna constante na vida do brasileiro, o que é um grande desperdício. “Jogar fora” significa jogar aqui mesmo no nosso planeta, quase sempre em lugares errados, sujando as águas, o solo e destruindo os lugares mais interessantes. Por isso, a CSLU em conjunto com a reciclagem é um grande meio para a solução do problema. Isso ajuda a minimizar a quantidade de lixo que se produz nas cidades. A maior parte das coisas que se joga no lixo não está suja, torna-se suja depois de misturada. E aí é muito difícil de separar com um melhor aproveitamento. Os resíduos, quando dispostos e recolhidos de modo convencional são pouco aproveitados. Um material contamina o outro – o material úmido (restos de alimentos, líquidos em geral) suja o material seco (papel, plástico, etc.), prejudicando a separação e a qualidade. Os programas criados pelo poder púbico, muitas vezes em parecia com os catadores, também têm se difundido. Entre os principais méritos da reciclagem, estão o de reduzir o volume de lixo de difícil degradação, o de contribuir para a economia de recursos naturais, o de prolongar a vida útil dos aterros sanitários, o de diminuir a poluição do solo, da água e do ar e o de evitar o desperdício, contribuindo para a preservação do meio ambiente.

RECICLAGEM

Trata-se de um processo de transformação de materiais para reaproveitamento na indústria e na agricultura. Se há uma maior conscientização e o material reciclável for colocado no seu devido lugar, desde o momento em que é descartado, possibilita-se um melhor aproveitamento dos mesmos e a quantidade de lixo que não pode ser reciclado será muito menor. Esse é só o primeiro passo do que se chama de coleta seletiva. Trata-se da separação e recolhimento, desde a origem, dos materiais potencialmente recicláveis. Sabe-se que milhares de pessoas sobrevivem da coleta seletiva do lixo. A reciclagem permite uma grande economia de insumos e energia, preservando o meio ambiente. Ela ocasiona a redução da quantidade de lixo que deve ser tratado e eliminado, bem como minimização da extração de matérias-primas necessárias à produção de novos bens de consumo. Contudo, não se deve esquecer que para o lixo ser reciclado ou reaproveitado é necessário que o mesmo seja devidamente coletado e separado. A coleta seletiva exige um exercício de cidadania, no qual os cidadãos assumem um papel ativo em relação à administração da cidade. O sucesso da coleta seletiva está terminantemente ligado aos investimentos feitos para sensibilização e conscientização da população. Entretanto, essa E.A deve ultrapassar salas de aula, cursos e palestras. Essa sensibilização passa por vários sentidos, estimulando o ser como um todo. Nesse aspecto, por ocasião de eventos e festas, a proposta de uma lixeira criativa procura valorizar o emocional, as sensações, ao depositar o lixo em algo belo esteticamente e conceitual, despertando a atenção e a consciência da população. Visando o resgate da responsabilidade do lixo que cada um produz, a E.A constitui um meio indispensável para o sucesso da gestão de resíduos sólidos, pois quando se começa a lidar diferente com o lixo, conseqüentemente, induzirá sua comunidade interna a levar e ter posturas corretas em relação ao seu lixo. Os lixos produzidos pelos seres humanos nas mais variadas atividades existentes na sociedade são um dos graves problemas enfrentados por todos os atores sociais e políticos, devido ao intenso consumo que ocorre na sociedade contemporânea, bem como as doenças que são transmitidas pelos vetores existentes no lixo. Em face desse consumo, o problema se dá com relação à disposição final desses resíduos. Em sua maioria, o lixo produzido pelos moradores dos mais de cinco mil municípios existentes no País não recebe tratamento adequado, sendo depositados em locais abertos e inapropriados chamados popularmente de lixão. Esta afirmação serve para ilustrar o que vem ocorrendo nas cidades, o tipo de tratamento que se dá ao lixo, “o material mal amado” pela grande maioria da população, é simplesmente depositado em locais abertos, gerando mais um problema ambiental, tendo em vista a poluição dos lençóis freáticos pelo chorume, e ainda, por ser fonte de recolha de materiais recicláveis e de alimentos para inúmeras pessoas que sobrevivem no anonimato destes lixões, expostos a graves problemas de saúde.

CONCLUSÃO

Assim, o inicio do trabalho de sensibilização com relação ao meio ambiente, poderá ocorrer através da coleta seletiva do lixo nos municípios, pois segundo o UNICEF, ainda são poucos municípios que implementaram a coleta seletiva do lixo, “apenas 100 dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros têm coleta seletiva do lixo”.

Não se pode mais encarar todo o lixo como “resto inútil”, mas sim como algo que pode ser transformado em nova matéria-prima para retornar ao ciclo produtivo. Para tanto é preciso buscar o significado de “resíduos sólidos”, termo comumente, ou popularmente usado para designar lixo. Um trabalho de E.A é de fundamental importância em todo processo desde a geração de lixo até o processo de reciclagem. Basta que a conscientização/sensibilização da população aconteça e, que os poderes municipais e a iniciativa privada se unam para colocar em prática tais propostas.

São necessárias ações dos órgãos municipais ou iniciativa privada para que estes processos sejam implantados, com isso ganha a sociedade e a natureza de um modo geral, mas, a falta do conhecimento sobre reciclagem, faz com que os moradores não saibam o que separar na hora de ensacar o lixo. A coleta seletiva é uma alternativa ecologicamente correta que desvia, do destino em aterros sanitários ou lixões, resíduos sólidos que poderiam ser reciclados. É de fundamental importância conscientizar os cidadãos que o planeta Terra é o local onde ele mora, e que é de fundamental importância que se cuide dele. Como? Preservando essa realidade imediata, que começa em sua casa, em seu bairro, em sua cidade etc. Com isso, alguns objetivos importantes são alcançados: a vida útil dos aterros sanitários é prolongada e o meio ambiente é menos contaminado. Além disso, o uso de matéria prima reciclável diminui a extração dos nossos tesouros naturais. Uma lata velha que se transforma em uma lata nova é muito melhor que uma lata a mais. E de lata em lata o planeta vai virando um lixão…

* É formado em Letras, pós-graduando em Gestão Ambiental pela Universidade Gama Filho/IDAAM

** Tecnólogo em Segurança, pós-graduando em Gestão Ambiental pela Universidade Gama Filho/IDAAM

*** Orientadora – Cinesióloga MSc em Gestão e Auditoria Ambiental/Educação Ambiental- Universidade Politécnica da Catalunya, Dda em Biotecnologia da Amazônia (Universidade Federal do Amazonas).

REFERÊNCIAS

ALBUQUERQUE, Fabíola Santos. Direito de Propriedade e Meio Ambiente. Curitiba: Juruá, 2000.
CALDERONI, Sabetai. Os bilhões perdidos no lixo. 2ª ed. São Paulo, Humanitas, 1998.
CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem -Manual de Gerenciamento Integrado – 2000. Disponível em Acesso em 23/11/2006.
FIGUEIREDO, Paulo Jorge Maraes. A Sociedade do Lixo – Os Resíduos, a Questão Energética e a Crise Ambiental. 2ª Ed., Piracicaba – SP., Ed. UNIMEP, 1995.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Anuário estatístico do Brasil, 2004.
PNUD. Educação Ambiental na Escola e na Comunidade. Brasília: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento/ONU, 1998.
SCARLATO, F e Pontin, J. A. Do nicho ao Lixo: ambiente, sociedade e educação. São Paulo: Editora Atual, 1992.
UNICEF – Fundo das Nações Unidas para Infância – Jornal Em Ação, Rio de Janeiro, maio, 2005.

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