Conferência sobre Desertificação

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, disse, em pronunciamento durante a 4ª Conferência das Partes da Convenção de Desertificação, em Bonn, na Alemanha, que o poder econômico dos países desenvolvidos requer igual responsabilidade quanto aos impactos ambientais globais de suas economias.

Sarney Filho observou que jamais se chegou a níveis tão perigosos de contaminação dos recursos hídricos, de degradação de terras agricultáveis e de perda de biodiversidade em todo o mundo.

Segundo o ministro esse quadro pessimista foi agravado pelo que classificou de decepcionante resultado da 6a Conferência da Convenção do Clima, ocorrida recentemente em Haia, em que os países desenvolvidos recusaram-se a discutir a redução das emissões de gazes de efeito-estufa.

Sarney Filho disse que este fracasso perturba os alicerces do que nos é mais caro: a esperança. “Faz-nos pensar que as futuras gerações, nossos filhos e netos, na verdade não estão nos planos dos nossos dirigentes mundiais para o futuro da civilização”, afirmou. O ministro lembrou que os EUA, por exemplo, iniciaram, a partir de 1992, o maior crescimento econômico de sua história, que fez aumentar em 22% suas emissões de carbono para a atmosfera.

A Iniciativa do Recife, realizada no ano passado, debateu a questão da desertificação e propôs que a 4a Conferência das Partes da Convenção de Desertificação aprovasse uma declaração de compromissos, enumerando metas sobre um número limitado de temas e com prazo pré determinado. Sarney Filho aconselhou os participantes a fazerem da declaração proposta pela Iniciativa do Recife, um dos principais objetivos dessa 4a COP. “Poderemos assim reverter o atual quadro de pessimismo instalado após a Conferência de Haia, demostrando à comunidade global que ainda temos capacidade civilizadora para definir os rumos da humanidade”, destacou.

Informações Ministério do Meio Ambiente