Pesquisador ganhará bolsa para estudos regionais

A espécie habita toda a região compreendida pelo Planalto Central (Cerrado dos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), Pantanal Matogrossense, extremo sul da bacia Amazônica (campos cerrados do estado de Rondônia), estendendo-se para o leste até o limite com as áreas de Mata Atlântica dos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, e parte semi-árida da região nordeste, até o extremo sul do país. A espécie é considerada onívora, com uma dieta bastante ampla, variando sazonalmente. Em termos de volume, a lobeira ou fruta-do-lobo é um dos itens mais importantes na dieta. Entre os componentes alimentares se destacam pequenos mamíferos, aves, insetos, répteis, tatus e frutos. Em várias localidades do Brasil são registrados ataques sobre criações de galinhas e outros animais domésticos, especialmente durante a estação reprodutiva. É um animal solitário, e, embora o casal ocupe o a mesmo espaço, com completa sobreposição, as interações são raras, ocorrendo apenas na época de reprodução. Em cativeiro, o período reprodutivo situa-se entre os meses de dezembro e junho, ocorrendo vocalizações que parecem estar intimamente ligadas à época de reprodução.
Em geral apenas um adulto é responsável pelo cuidado da prole (principalmente as fêmeas), o que se dá por um certo período de tempo, embora em cativeiro tenha sido registrada a participação do par reprodutivo nessa atividade. Espécie de hábitos noturno-crepusculares, o lobo-guará adulto pesa cerca de 20-30 kg, mede de 145 a190 cm de comprimento e 80cm de altura. É uma das espécies de carnívoros mais típicas do cerrado brasileiro. Os longos membros e a pelagem vermelho-dourada associada a uma crina negra que se estende do alto do crânio até as primeiras vértebras lombares são características distintas da espécie.