Governo contesta estudo sobre Amazônia

O Ministério da Ciência e Tecnologia contestou estudo publicado na semana passada pela revista norte-americana Science (www.sciencemag.org), que prevê a possibilidade de até 42% da floresta amazônica estarem destruídos em 2020. “Não há nada que possa dar consistência científica a uma projeção de desflorestamento de 42% da floresta em 20 anos”, diz nota divulgada no fim de semana.

O estudo publicado na Science é assinado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), órgão ligado ao ministério, e do Instituto Smithsonian, dos Estados Unidos. Eles fizeram simulações em computador sobre o impacto do desflorestamento e de projetos de desenvolvimento do governo, como a construção de estradas.

O pior resultado prevê a destruição, até 2020, de 42% da floresta, enquanto a previsão mais otimista aponta para algo em torno de 25%.

Segundo a nota, porém, esse porcentual de devastação (25%) só se concretizará caso seja mantido o ritmo de desmatamento da última década. Se assim for, até 2020 serão devastados mais 340 mil km quilômetros quadrados de floresta – além dos 600 mil quilômetros quadrados já destruídos.

Apesar de assinado por pesquisadores do Inpa, o estudo não representa a posição do Instituto nem do ministério, diz a nota, “por não refletir consenso técnico dessas instituições”.

O texto menciona projetos desenvolvidos pelo governo na região amazônica para monitorar e preservar a floresta para afirmar que não se deve trabalhar projetando as taxas de deflorestamento vigentes no passado.

Entre 1988 e 1998, foram devastados por ano, em média, 17 mil quilômetros quadrados de floresta, média que manteve-se entre 1998 e 1999 2. O texto menciona os projetos do governo para monitorar e preservar a floresta e pesquisas sobre desenvolvimento sustentável para afirmar que não se podem projetar para o futuro as taxas de deflorestamento vigentes no passado.

Entre 1988 e 1998, foram devastados por ano, em média, 17 mil km2. A média manteve-se quase inalterada entre 1998 a 1999 (16,9 mil km2 por ano). Em breve deverão ser divulgados os resultados referentes ao período 1999-2000.2). Em breve deverão ser divulgados os resultados do período 1999-2000. (AE)