Missão brasileira encontra dificuldades no Equador

A missão brasileira de assistência ao Equador para a limpeza do óleo que vazou nas Ilhas Galápagos não precisou chegar ao arquipélago para encontrar condições adversas.

Ao pousar na Base Aérea do aeroporto de Guayaquil, em um Boeing 707 da Força Aérea Brasileira, no fim da tarde de terça-feira, não havia ninguém para receber os sete técnicos da Petrobras.

Depois de meia hora, representantes do Ministério de Minas e Energia equatoriano recepcionaram os brasileiros. Foram recebidos pelo subsecretário de desenvolvimento sustentável, Hector Ayon, e pelo vice-ministro Carlos Yturralda Escudero.

Os equatorianos não dispunham de máquinas para retirar os equipamentos. Depois de mais de três horas, a comitiva conseguiu rumar para um hotel. Ainda tiveram de comprar celulares para se comunicar com o Brasil.

Hoje, no aeroporto da Ilha Santa Cruz, não havia empilhadeira. Os técnicos e a tripulação tiveram de retirar, na mão, 5 toneladas de material, debaixo de um forte calor. “A logística dessas operações é sempre complicada”, admitiu o coordenador da operação, Luiz Antônio Arroio, especialista no controle de derramamentos de óleo. “Esperávamos um tratamento melhor para uma missão de ajuda”, afirmou o suboficial Silva Lima.

Grande parte do combustível já foi retirado do ambiente por equipes de emergência enviadas pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, que já deixou a região, e por organizações de defesa do meio ambiente. Os técnicos da Petrobras viajaram sem saber que tipo de condições iriam encontrar.

Apesar de muitas tentativas, não conseguiram contatar os coordenadores do Parque Nacional Galápagos encarregados do trabalho de recuperação.

No vôo de Guayaquil até a ilha ainda foi possível observar um rastro de óleo escapando do navio naufragado, mas não parecia haver grandes quantidades do combustível na costa rochosa. “A ilha tem poucas praias de areia, onde o impacto costuma ser maior”, disse Arroio. “A visão que tivemos do avião comprova que os fortes ventos e correntes estão dispersando o produto, ajudados pelo forte calor, que acelera o processo de evaporação do combustível.” (Estadão)

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