Rio Tibagi será monitorado

O governo francês vai bancar o monitoramento via satélite da qualidade da água da bacia do Rio Tibagi, que nasce na região dos Campos Gerais e segue para o Norte do estado. Com as estações de monitoramento, as informações que chegavam por meio de vistorias feitas a cada três meses serão passadas em três horas.

A intenção da França em investir no Paraná é abrir mercado na América Latina para comercializar este tipo de tecnologia. O valor do projeto ainda não é conhecido.

Dois técnicos da empresa francesa de recursos hidrícos Sogreha deram início ontem à identificação dos pontos onde poderão ser instaladas as estações. A vantagem do monitoramento via satélite é a agilidade na identificação de alterações da água que possam caracterizar poluição.

Somente na Região dos Campos Gerais, o Tibagi recebe resíduos da maior parte das indústrias da região. “Nos casos suspeitos não precisaremos mais coletar água”, explica o chefe regional do IAP, Cyrus Daldin, que acompanhou a vistoria que começou pelos Campos Gerais.

Projeto semelhante já está sendo desenvolvido no Rio Iguaçu, na Região Metropolitana de Curitiba, há dois anos. Os recursos de R$ 3 milhões para a implantação de 27 estações foram repassados pelo Programa de Saneamento Ambiental da RMC, pelo Banco Mundial de Desenvolvimento.

Na bacia do Rio Tibagi o número de estações deverá ser superior, conforme avaliação do chefe do Departamento de Hidrologia da Superitendência de Desenvolvimento de Recursos Hidrícos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), Edson Manasses, que acompanha as vistorias dos técnicos franceses.
(Gazeta do Povo)