Lixo tóxico em São José dos Pinhais é crime ambiental

O lixo tóxico abandonado em milhares de tambores em três bairros do Município de São José dos Pinhais, no Paraná, é considerado um crime ambiental que pode alcançar proporções desastrosas.

A opinião é dos Conselheiros Municipais que fizeram vistoria no último sábado (17) nas três unidades da falida empresa Recoben . Pelos Conselhos Municipais de Meio Ambiente, Saúde, Vigilância Sanitária e demais entidades, foi possível constatar o perigo que corre o meio ambiente no município.

Alguns integrantes das entidades que participavam da vistoria ficaram revoltados e indignados com a negligência e a irresponsabilidade das 16 empresas que depositavam resíduos de processo industrial automotivo nas unidades da empresa.

No bairro do Jardim Cristal, os Conselheiros se depararam com uma situação considerada ainda pior. No local estavam armazenados centenas de tambores contendo lixo tóxico sem qualquer proteção e expostos ao tempo. Para piorar, a unidade da Recoben fica a 150 metros de uma represa formada pelas águas do Rio Itaqui, que alimenta a estação de tratamento de água para Sanepar.

Em um dos depósitos da empresa falida, localizado no bairro do Jardim Santos Dumont III, foram encontradas crianças brincando no meio dos tambores tóxicos. Segundo moradores da localidade, um dos engenheiros que participou de retiradas de tambores no depósito comentou que 300 metros de profundidade do solo estaria condenado devido ao produto tóxico.

A presidente do Conselho Municipal de Saúde, Ariete Carvalho, considerou um absurdo o que está acontecendo no município. “Temos que solucionar o problema o quanto antes, porque o caso é grave” .

Durante a vistoria os Conselheiros puderam constatar a precariedade dos tambores expostos ao tempo, como também o cheiro forte causado pelo lixo tóxico. Alguns estavam enferrujados, abertos e outros estufados devido a reação química provocada pelo conteúdo.

Justiça – O prazo dado pela Justiça para retirada dos tambores termina no próximo domingo dia 25 de fevereiro. A justiça também determinou que as empresas devem provindenciar a limpeza imediata dos locais, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia.
( ambientebrasil)