Indústrias dos EUA perdem disputa contra nova lei ambiental

A Corte Suprema dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira os argumentos das indústrias de que o governo deveria considerar os custos e não apenas os benefícios a saúde ao definir os limites para poluição do ar no país.

Os industriais alegavam que a nova lei onera demais o setor e seria inconstitucional.

A decisão de hoje da Justiça norte-americana foi unânime em aceitar os padrões definidos pela EPA, a agência de proteção ambiental dos EUA.

A Corte Suprema, no entanto, criticou a falta de precisão da nova lei com relação aos padrões para o nível de ozônio, e pediu que o trecho fosse refeito.

A EPA prevê que a nova lei represente uma economia de bilhões de dólares em gastos com saúde e evite doenças em 125 milhões, com a redução da poluição atmosférica.

Os procuradores que representaram o setor industrial na disputa jurídica afirmam que o cumprimento da nova lei trará gastos anuais de R$ 50 bilhões no país.
(Folha de São Paulo com Reuters)