Empresas não cumprem prazo para retirar tambores com lixo tóxico

Os tambores com lixo tóxico que estão pondo em risco o meio ambiente de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, ainda não foram removidos dos locais onde estão estocados inadequadamente.

O prazo final para a remoção estabelecido por uma liminar da Justiça foi o último domingo, mas a determinação ainda não foi cumprida.

Os tambores com o lixo tóxico pertenciam à empresa Recobem Indústria e Comércio de Tintas e Vernizes Ltda., que reciclava tintas automotivas enviadas por fábricas de todo país.

Entretanto, como ela faliu há seis anos, a Justiça determinou que 16 empresas – do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo – que enviavam materiais para a Recobem efetuem a retirada do lixo tóxico. Entre as companhias citadas estão a Volvo, a General Motors e a New Holland.

O secretário de Urbanismo e Meio ambiente de São José dos Pinhais, Espartano Tadeu da Fonseca, esteve ontem vistoriando os três locais onde estão os tambores. “Iremos contactar a procuradoria do município para verificar como está o processo”, diz Fonseca.

De acordo com o secretário, a juíza Maria Roseli Guiessmann, da 2.ª Vara Cível de São José dos Pinhais, que concedeu a liminar, estabeleceu multa diária de R$ 10 mil caso o lixo tóxico não fosse removido.

Segundo o Presidente do Conselho Municipal de meio Ambiente, João teixeira da Cruz, até o momento, a única empresa que recorreu da ação foi a Valeo, fabricante de tintas de São Paulo. A empresa argumenta que não existem tambores de sua propriedade nos locais.
(Gazeta do Povo com ambientebrasil)