Duto tem dois pontos com risco de novos vazamentos

Existem dois pontos críticos que apresentam risco de vazamento no poliduto que liga a Repar – Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária, ao terminal portuário de Paranaguá, de onde vazaram mais de 50 mil litros de óleo no dia 16 de fevereiro na Serra do Mar.

A informação foi dada pelo diretor geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylberztajn, em palestra realizada no Rio de Janeiro, na segunda-feira. Ele se baseou em dados colhidos por dois técnicos da ANP que analisaram toda a extensão do poliduto entre os dias 17 e 21 de fevereiro.

A análise da ANP também confirmou que o rompimento do duto ocorreu devido a uma movimentação do terreno – a alegação da Petrobras – e que em vários pontos do duto o terreno está encharcado de água.

Agora, o órgão fiscalizador espera até o fim da semana que a estatal encaminhe um plano de controle de dutos da companhia no estado, no qual deverá constar técnicas de contenção de encosta e controle de corrosão para evitar novos danos nos dutos no Paraná.

De acordo com Zylberztajn, é possivel que ocorram novos deslocamentos de terra na Serra do Mar em conseqüência até mesmo das chuvas da região e que os planos servirão exatamente para precaver este tipo de problema.

Outra exigência do órgão fiscalizador será a instalação de drenos em todas áreas de risco, o que a Petrobras alega que já existe.

Pontos críticos – Segundo a assessoria de imprensa da Transpetro, subsidiária da Petrobras que opera o poliduto Repar/Paranaguá, os dois pontos críticos mencionados pelo diretor geral da ANP já foram constatados pelos técnicos da estatal, que também estão fazendo um levantamento completo da situação do poliduto.

Eles estão localizados num trecho de dez quilômetros, em direção a refinária, do local onde ocorreu o vazamento do óleo. A empresa afirma que o levantamento deve estar pronto até o dia 18 deste mês, quando a partir desta análise tomará as medidas necessárias.

O poliduto continua desativado e só deve ser consertado depois da conclusão do levantamento. Para voltar a funcionar, contudo, ainda dependerá de uma nova avaliação da ANP, de quem depende a liberação.
(Gazeta do Povo)