Laboratório cria banco de dados inédito de madeiras brasileiras

Inédito banco de dados de madeiras brasileiras foi criado pelo Laboratório de Produtos Florestais do Ibama e inaugurado pelo presidente Hamilton Casara, em comemoração ao 12° aniversário do Instituto.

A informatização tem por objetivo melhor atender o público e divulgar ao máximo as pesquisas tecnológicas para uso racional e manejado das madeiras alternativas com potencial industrial, informou o chefe do LPF, Marcos Vinícius.

Inicialmente o banco disponibilizará ao público, via Internet, uma radiografia das 270 principais espécies de madeiras comerciais e alternativas já pesquisadas pelo LPF.

O banco de dados será um importante instrumento de trabalho para os pesquisadores, técnicos e, principalmente, para o comércio e a indústria, que poderão economizar tempo e matéria-prima tendo à disposição informações confiáveis sobre as propriedades e a utilização correta de cada uma das espécies tropicais: características gerais (diâmetro, cor, textura, cheiro, brilho e figuras); propriedades físicas (densidade); propriedades mecânicas (resistência); além de durabilidade natural, secagem, e mabeabilidade.

Cada espécie será ilustrada na página com fotos da árvore inteira, do tronco cortado, da casca e da madeira com três tipos de cortes: tangencial e radial (revelam cor e textura nas diversas faces da árvore); e o transversal (identifica a espécie da madeira).

Atendimento – No LPF, o Sistema de Atendimento ao Cliente (SAC), coordenado pelo engenheiro florestal, Marcelo Augusto Ferraz, vem esclarecendo dúvidas do público externo que solicita informações sobre produtos florestais pelo e-mail: mamf@csr.lpf.ibama.gov.br

Nos seis meses de funcionamento do sistema, verificou-se que: 56 por cento das mensagens vieram das regiões Sul e Sudeste (metade cada); e, 17 por cento, da região Norte.

As pessoas físicas representaram 69 por cento da demanda; as empresas, 14 por cento; as Ongs, 7 por cento; e, as organizações governamentais, 10 por cento. Do total nacional, a população de 14 estados das regiões norte, nordeste e centro-oeste ainda não utilizou o SAC.

As maiores demandas das regiões Sul e Sudeste foram do Paraná (17por cento), Rio de Janeiro (10,5 por cento), e São Paulo (10 por cento), das quais 96 por cento dirigidas às gerências de desenvolvimento e de pesquisas do LPF, com destaque para anatomia, morfologia, e secagem de madeiras.

Delas, 41 por cento foram técnicas; 24 por cento, bibliográficas; 11 por cento, institucionais; 10 por cento, sobre legislação; e, 3 por cento, diversas. Do total, 11 por cento foram mensagens agradecendo a criação do SAC.

Em apenas quatro meses o índice de retorno do LPF/Ibama beirou os 70 por cento, considerado satisfatório por Ricardo Ferraz diante da recente implantação do sistema.
(Ibama)