Deputados discutem acidente da Petrobrás na terça

A Comissão Externa que acompanha as investigações sobre as explosões na plataforma P-36 da Petrobrás, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, deverá reunir-se nesta terça-feira para avaliar os dados sobre o acidente, a responsabilidade da empresa e a realização de audiências públicas.

A Petrobrás informou que a plataforma, considerada a maior do mundo, está estabilizada, mas que, com 30 graus de inclinação, ainda corre o risco de afundar.

As explosões em um dos pilares de sustentação da plataforma matou um petroleiro, deixou outro gravemente ferido, com queimaduras em 98% do corpo, e nove desaparecidos.

O deputado Vivaldo Barbosa (PT-RJ), que acompanha os trabalhos, a Comissão Externa não descarta a possibilidade de uma nova convocação do presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, para prestar esclarecimentos sobre o acidente, o contrato para a compra da plataforma P-36, sobre as condições de segurança e sobre a política de terceirização e treinamento dos funcionários da empresa.

Segundo o deputado Vivaldo Barbosa, ainda há possibilidades de salvamento da plataforma. “Se ela se salvar, não haverá nenhum dano ao meio ambiente, mas se ela afundar, certamente haverá derramamento de óleo. Mas não há esperança de encontrar os desaparecidos vivos”.

O deputado Luciano Pizzatto (PFL-PR), que também faz parte da Comissão Externa, ressalta que a profissão de petroleiro é de altíssimo risco, sujeita a acidentes com gases tóxicos e óleo combustível. “Isso faz parte da profissão.

O que terá que ser investigado é se houve alguma forma de negligência, se houve algum equívoco ou irregularidade no processo.

Infelizmente o ramo de petróleo é realmente um ramo perigoso e é por isso que é tão importante nós apoiarmos e fortalecermos os trabalhadores da Petrobrás, na sua qualificação e na melhoria da capacidade profissional e psicológica”.

No ano passado, o deputado Luciano Pizzatto também acompanhou os resultados da investigação sobre o vazamento de 4 milhões de litros de óleo bruto em Araucária, no Paraná, e reconheceu o esforço da Petrobrás em evitar novos acidentes em plataformas e refinarias.
(ambientebrasil)