Empresas preparam retirada do lixo tóxico

A população de São José dos Pinhais (15 quilômetros de Curitiba), no Paraná, terá que esperar um pouco mais para que finalmente seja retirado os 3.700 tambores armazenados nos três depósitos da empresa falida Recoben que vem causando transtornos a saúde da comunidade como também ao meio ambiente do município.

De acordo com o promotor de justiça Divonzir José Borges, as empresas terão um prazo de 155 dias para retirada total do lixo tóxico. “A empresa de Curitiba contratada para retirada do material tóxico é idônea e creio que dentro do cronograma proposto pela própria empresa, ela conseguirá cumprir o que foi determinado pela Justiça”.

De acordo com o promotor Divonzir Borges quando o Ministério Público ingressou com a Ação Civil Pública havia solicitado uma liminar marcando o prazo para retirada do lixo tóxico para 30 dias. “Acontece que com a tomada das medidas efetivas, com a presença de uma empresa com experiência técnica ficou demonstrado que este prazo era fisicamente impossível de ser atendido.

“Eles entraram com pedido de prorrogação do prazo apresentando o cronograma de retirada e o Ministério Público concordou”. Divonzir disse que a dilatação do prazo está condicionada a um relatório semanal à Justiça daquilo que for retirado. “Em hipótese alguma será postergado esse prazo. Já perdemos tempo demais. Teremos efetivamente essa concessão no prazo, desde que eles cumpram com o relatório semanal”, ressaltou o promotor.

Segundo ele, das 16 empresas responsáveis, apenas cinco é que estão tentando solucionar o problema (Volvo, New Holand, Inepar, SLC – John Deere S.A. e General Motors). “Essas empresas não estão assumindo a culpa, elas entendem que há uma situação de perigo. Somente o fato de terem abdicado de qualquer recurso judicial para postergar a retirada, devemos dar um voto de louvor a essas empresas”, disse ele.

(ambientebrasil)