Óleo da plataforma ainda pode vazar

Cerca de 1 milhão e 200 mil litros de óleo cru ainda estão na plataforma P-36 e podem aflorar a qualquer momento, segundo o presidente da Feema, Axel Grael. ‘A mancha está se dispersando para o oceano. A preocupação agora é com o que ainda pode vazar’, disse ele.

Grael informou que um robô da Petrobras já verificou que não houve rompimento nas tubulações – que guardam 300 mil litros de óleo – e que os seis poços estão todos fechados.
A estatal mantém 12 rebocadores em estado de alerta, equipados com barreiras de contenção.

Desde o dia 19, quando a plataforma afundou, 350 mil litros de óleo afloraram. Desse total, 339 mil foram recolhidos, segundo a empresa.

Desconfiança – A não punição dos gerentes da estatal – Carlos Eduardo Bellot, Hélio Menezes Galvão, Paulo Roberto Viana e Claronildo de Covas Santos -, que antes do acidente já sabiam da falha no sistema de escapamento de gás, foi recebida com desconfiança por Fernando Carvalho, diretor-geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense.

Para ele, a atitude de Bellot, gerente-geral em Campos – que escondeu os boletins da direção da estatal e do sindicato – é muito grave.

Fernando também desconfia da atitude de Galvão, supervisor de produção. ‘Se ele realmente tivesse isolado o tanque, como disse, a pressão teria diminuído. Acredito que a Petrobras inocentou os gerentes porque há mais gente envolvida no caso.’
(Jornal do Brasil)