Mais de dois mil canários são apreendidos pelo Ibama

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, assinou nesta quarta-feira, com a Secretaria Executiva do Programa Comunidade Solidária, termo de compromisso pelo qual o Ibama passa a garantir orientação e assistência técnica e jurídica nas questões ambientais em programas sociais a serem implantados em cerca de 2.000 municípios brasileiros.

Caberá ainda ao Ibama dar treinamento e capacitação para atender as demandas identificadas por cada município, permitindo que se crie uma capacidade local para enfrentar e solucionar as questões de natureza ambiental. “A parceria é a marca com que tenho procurado identificar minha gestão à frente do MMA”, destacou Sarney Filho.

Pelo termo de compromisso, o Ibama implantará também o Programa Casa Própria, que garante às comunidades carentes o uso de madeira resultante de apreensão, disponibilizada já com os desembaraços jurídicos e administrativos necessários.

Para a construção da uma casa de 50m2, com sala, dois quartos, cozinha, banheiro e uma pequena área de serviço são necessários cerca de 7 m3 de madeira serrada. O projeto piloto será executado no estado do Amazonas, onde há madeira apreendida (5 mil m3 em tora e 350 m3 serrada) suficiente para construir ou recuperar cerca de 800 unidades residenciais.

De acordo com o ministro, é fundamental a articulação do Comunidade Solidária para a execução desse projeto, pois, dentre suas várias vertentes, está a criação de empregos. Ele destacou também que o projeto garantirá o incremento do parque industrial de desdobramento de madeira do Amazonas que, segundo estudos, está com 70% da sua capacidade desativada.

Sarney Filho disse que a parceria do MMA com o Comunidade Solidária não se restringe ao projeto piloto da casa própria no Amazonas. Ele assinalou que, em mais de 50 municípios do país, o Ibama estará atuando como assessor na elaboração de projetos de manejo, recuperação, educação ambiental, criação de unidades de conservação e gestão de resíduos sólidos.

Será responsável também pela capacitação para melhoria da conservação de recursos naturais, recuperação de solos e de treinamento de mão de obra para agregação de valores a produtos extrativistas como borracha, castanha, copaíba e andiroba.

“O MMA está de portas abertas para desenvolver projetos que signifiquem melhoria da qualidade ambiental e de vida da população, que sejam caracterizadas pela participação comunitária e tenham seus rumos aí definidos. O cidadão é o determinante da gestão do ambiente e dos planejamentos futuros”, concluiu Sarney Filho.
(Radiobrás)