Lixo tóxico será incinerado em fornos de cimento

Os 3.700 tambores com lixo tóxico armazenados nos três depósitos da falida empresa Recoben, e que tem prejudicado o meio ambiente do Município de São José dos Pinhais no Paraná, já tem destino certo: o forno da empresa de cimento Itambé, localizada no Município de Balsa Nova.

Quem garante é a diretora da empresa Transforma Engenharia do Meio Ambiente Ltda de Curitiba, a Engenheira Química, Tania Camargo Amaral, contratada pela Massa falida Recoben para execução do serviço.

De acordo com Tania, serão necessários 15 dias para a retirada do lixo de cada depósito da Recoben, mas para dar início a retirada será necessária uma licença do IAP – Instituto Ambiental do Paraná, para que o material seja transportado até o forno da empresa Itambé.

Enquanto isso, segundo a engenheira, a Transforma vem fazendo uma análise do material coletado dos tambores localizados nos três depósitos.

A engenheira disse que “foi colhido material para ser analisado em laboratório e logo depois pediremos uma licença ao IAP para podermos dar início aos trabalhos” ressaltou ela adiantando ainda que a licença poderá ser retirada no prazo de uma semana.

“Vamos procurar mexer o menos possível no material que está no local, porque os tambores estão deteriorando e já estão numa fase de corrosão crítica”, explicou. De acordo com ela, para que o lixo tóxico não vaze, serão utilizados sacos plásticos de alta resistência, denominados de “bags”, para recapeá-los. Os tambores serão lacrados nestes sacos, para a transferência. “Qualquer líquido encontrado dentro dos tambores será sugado por uma bomba e colocado num caminhão tanque”.

Segundo Tania Camargo, a técnica de incineração de resíduos já existe no Brasil há 10 anos. Teve início em 1992 e a Transforma foi uma das pioneiras no País a trazer esta tecnologia que é utilizada no Japão, Estados Unidos e Europa.

“Os fornos de cimento são melhores do que aqueles feitos para queimar resíduos, porque a temperatura é mais alta (1.500º C) e o tempo que o material permanece no forno é maior, já que o forno possui 65 metros de comprimento e é rotativo. Os produtos orgânicos incinerados nesse forno, acabam se transformando em dióxido de carbono e água em forma de vapor”, disse a engenheira.

(ambientebrasil)