Ibama organiza expedição científica ao Jalapão

Uma expedição científica e conservacionista composta por especialistas do Ibama, da Universidade de Brasília, da Conservation International e da organização Pesquisa e Conservação do Cerrado Pequi parte no dia 29 de abril para a região do Jalapão, no extremo leste de Tocantins.

O objetivo da expedição é efetuar estudos que servirão de base para ações de conservação e desenvolvimento sustentável.

Considerada como uma das três áreas prioritárias para a conservação do Cerrado brasileiro devido à sua biodiversidade, a região ainda é pouco estudada. Durante os 15 dias de expedição serão feitas avaliações ecológicas da fauna e flora e levantamento do patrimônio espeleológico para a elaboração de projetos ambientais no Jalapão.

Também serão realizados documentários em vídeo e levantamento fotográfico. Os resultados das pesquisas serão publicados em revistas científicas.

O Jalapão está situado numa região que engloba cerca de trinta municípios entre os Estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia. Entre os municípios mais próximos à área onde será realizada a expedição estão Mateiros, Ponte Alta, Dianópolis e São Félix do Tocantins.

O Jalapão liga-se a leste com a Chapada das Mangabeiras, considerada um divisor de águas de alto potencial hídrico marcado pelas nascentes dos afluentes dos rios Tocantins e São Francisco e nascentes do rio Parnaíba. O Ibama é responsável pela elaboração do Projeto de Gestão Biorregional do Jalapão-Chapada das Mangabeiras.

A região que apresenta alto potencial ecoturístico é caracterizada por uma paisagem praticamente intocada, apesar das ameaças do avanço das plantações de soja no chapadão ocidental da Bahia e da Chapada das Mangabeiras.

O local, com densidade demográfica semelhante à da Amazônia, é rico em veredas, mas a maior atração são as gigantescas dunas de areia formadas pela erosão da serra do Espírito Santo, provocada pela chuva e pelo vento.

São as únicas dunas existentes em região de Cerrado no Brasil. Há informações de que também existem cavernas e inscrições rupestres ainda não identificadas na região.
(InforMMA)