Para José Sarney Filho sem identidade cultural, não há desenvolvimento sustentável

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, disse que qualquer estratégia visando ao desenvolvimento sustentável do país tem que levar em conta o acervo cultural das populações e, sobretudo, sua ética de relação com o meio ambiente em que vivem. “A perda da identidade cultural de um povo é altamente nociva ao projeto de desenvolvimento sustentável porque projeta a comunidade num mundo que se orienta segundo lógica bem diversa da de suas raízes, deixando-as ao sabor de atitudes baseadas somente no imediatismo do lucro”, destacou.

A declaração foi feita na última quarta-feira, durante solenidade de assinatura de convênio entre o MMA e a Fundação Ondazul, em Salvador, para implantação do projeto Vetor Norte. O objetivo do convênio é financiar projetos que atendam ao modelo demonstrativo de sustentabilidade ambiental para assentamentos humanos na área denominada Costa dos Coqueiros. Nesta área tem se concentrado, nos últimos 30 anos, novas instalações industriais como o Pólo Petroquímico e as fábricas da Ford e da Monsanto, além do complexo turístico de Porto Sauípe. A Caixa Econômica Federal também participa do projeto.

“O que buscamos agora, sociedade, governo e setor empresarial, é desenvolver uma forma de ocupação do solo urbano para a habitação, o lazer e as atividades produtivas onde o urbanismo, os processos construtivos, a infra-estrutura de saneamento estejam em harmonia com a natureza”, destacou Sarney Filho. O secretário de Qualidade Ambiental, Eduardo Novaes, também participou do evento.(InforMMA )