Fiscalização do Ibama supera as expectaticvas iniciais

A DICOF – Divisão de Controle e Fiscalização do IBAMA no Estado do Paraná obteve êxito na operação inicial do projeto, que visa monitorar as condições com que estão sendo transportadas as cargas perigosas (combustíveis, ácidos,venenos e outras substâncias tóxicas) em nossas rodovias.

A operação realizada pelo IBAMA em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal,Polícia Militar (Defesa Civil) e o IPEM/PR, foi realizada durante todo o dia 25 na BR-277.

Ao todo 86 caminhões foram parados para se efetivar a fiscalização, sendo que destes, 32 empresas responsáveis pelo transporte das cargas foram notificadas e 3 caminhões foram encaminhados para o pátio das empresas por apresentarem vazamentos e problemas de freios.

Constatou-se que os três caminhões que apresentavam irregulariedades na sua estrutura, estavam carregados com Ácido Sulfúrico. Dois com vazamentos e um com problemas mecânicos nos freios.

O risco de contaminação nesse caso do vazamento de Ácido Sulfúrico é acentuado. Pois os veículos que pudessem receber gotículas provenientes dos caminhões com vazamento poderiam ter suas pinturas danificadas. No caso
do contato do ácido com a pele ocorreria queimaduras nas pessoas.

Um comboio do IBAMA guiou os caminhões com problemas até o pátio das empresas responsáveis pela carga, onde foram obrigados a trocar de veículo para serem liberados.

A maior parte das empresas foram notificadas por não apresentarem na hora, o Registro no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Naturais e de não possuírem o Licenciamento Ambiental.

Por esse motivo eles foram notificados a apresentarem a documentação no IBAMA e ainda até o presente momento não foram multadas, aguardando-se o laudo técnico para definição de valores.

Dessa forma, o Representante Estadual do IBAMA no Paraná, Luiz Antonio Mota Nunes de Melo destacou que esta fiscalização tem um caráter educacional.”Nosso principal objetivo é evitar os consecutivos acidentes na região, sendo essa uma ação emergencial que visa resguardar o meio ambiente de futuros impactos, até que ocorra a liberação do bombeamento dos combustíveis através do Oleoduto”, enfatiza Luiz Antonio.
(Arno Emilio Gerstenberger Junior – Ibama/PR)