Crise energética: Fernando Henrique declara guerra aos apagões.

O presidente Fernando Henrique Cardoso acredita que o combate à crise energética do País é uma “operação de guerra” e delegou ao ministro licenciado da Casa Civil, Pedro Parente, o comando da GCE- Câmara de Gestão da Crise de Energia, criada para executar as medidas do plano de Racionamento.

A ordem de Fernando Henrique a Pedro Parente foi clara: já que parece impossível evitar o racionamento de energia este ano, todas as medidas necessárias devem ser adotadas para afastar qualquer risco de um novo racionamento em 2002, quando as atenções do governo devem estar direcionadas ao processo da sucessão presidencial.

Mercado reage à “apagão”e se livra de ações de elétricas

O mercado financeiro opera com a perspectiva de que a crise energética seja mais séria do que indicam as estimativas oficiais, que prevêem apagões e racionamento de energia até novembro.Um forte sinal é a forte queda das ações de empresas elétricas registrada nesta sexta-feira na Bovespa.

Mesmo com a divulgação do plano de racionamento no próximo dia 23, o mercado já se antecipa com a expectativa de que o plano não deve acabar no final de novembro, pois a situação dos reservatórios continuará crítica. Os mais pessimistas falam que os apagões vão ocorrer em 2002. Os investidores estão optando por companhias que faturam em dólar, aproveitando que a moeda norte-americana está em alta.

Preços de energia disparam

A crise de energia elétrica fez os preços da energia comercializada no MAE -Mercado Atacadista de Energia (responsável pela compra e venda de energia que sobra dos contratos das distribuidoras com os consumidores), aumentarem e atingirem o seu recorde histórico. Segundo o MAE, a alta é resultado da falta de chuvas nas regiões Sudeste e Nordeste.

Das 18h às 21h, horário de pico, o megawatt/hora subiu de R$ 252,18 em abril para R$ 459,89 em maio, um aumento de 82,36%, nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Em maio de 2000, o megawatt/hora custava R$ 96,72.No Nordeste e na região Norte, a alta será de R$ 247,35 para 440,99.

Produção Maior que o Consumo

Enquete realizada pelo portal Tudo Paraná, demostra que os moradores da Região Sul, não estão satisfeitos com a inclusão do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande Do Sul no esquema de racionamento.

Pela Internet, a maioria (83,7%), dos participantes da enquete, afirmou que não é justa a inclusão dos 3 Estados ,que vão pagar pela falta de Planejamento do Governo.

A outra opção de resposta para a pesquisa era de que incluir a região (mesmo produzindo mais energia elétrica do que consome), no racionamento é uma decisão acertada, já que a escassez nos outros estados afetará o Sul do país.(ambientebrasil com informações Tudo Paraná )