Surto de aftosa na Europa pode ter sido introduzido por ecoterroristas

Embora a maioria dos especialistas reunidos em uma conferência agropecuária internacional na capital australiana, Camberra, acredite que a febre aftosa começou no Reino Unido trazida por viajantes, alguns fazendeiros ligados à Ifap – Federação Internacional de Produtores Agrícolas, acreditam que ativistas radicais dos direitos dos animais podem ter introduzido o vírus.

O objetivo seria levar à falência o setor da pecuária intensiva.

“Nunca descartei o ecoterrorismo, é obviamente algo em que devemos pensar”, disse Ben Gill, presidente da União Nacional dos Agricultores da Grã-Bretanha.

Pecuaristas norte-americanos também consideram a possibilidade de que bioterroristas possam ter tentado introduzir a doença nas fazendas dos Estados Unidos.

Gill ressaltou a coincidência de, em menos de seis meses, aparecer um surto de aftosa no nordeste da Grã-Bretanha e um outro de febre suína em East Anglia. Ambas as doenças são de origem asiática.

Ele admite, porém, que a hipótese de contaminação acidental é mais provável, mas diz que a pecuária intensiva enfrenta hoje graves ameaças e afirma ter sido alertado várias vezes pela polícia a respeito de ameaças de morte feitas por radicais pró-direitos dos animais.
(ambientebrasil com Folha de São Paulo)