Amazônia: Greenpeace propõe desmatamento zero em 2010

As informações do Inpe – Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, são preocupantes, em um ano, o total devastado na Amazônia equivale a quase 4 milhões de campos de futebol(19.836 quilômetros quadrados entre agosto de 1999 e agosto de 2000, contra 17.259 entre agosto de 1988 e agosto de 1999).

“Os novos números mostram claramente que os esforços do governo federal não têm sido capazes de deter o desmatamento”, afirma Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace.

Para Paulo Adário, tamanha perda de cobertura florestal amazônica é inaceitável, já que estudos científicos provaram que grande parte dos solos da Amazônia são impróprios para a agropecuária e a riqueza da região está na floresta em pé. O coordenador do Greenpece enfatiza “Continuar o desmatamento significa condenar a Amazônia ao atraso econômico e à crise social e ambiental”.

De acordo com o Greenpeace, as mudanças propostas pelo deputado Moacir Micheletto, que legalizam o desmatamento, enfraquecem a legislação florestal e ampliam a perda irrecuperável de cobertura florestal no país.

Além disso, os dados do Inpe não incluem o desmate seletivo resultante da atuação de milhares de madeireiros que operam na Amazônia. Segundo o pesquisador Daniel Nepstad, a indústria madeireira afetou 15.000 km2 em 1997. E infelizmente, o satélite TM-Landsat, utilizado pelo Inpe, não consegue captar o desmatamento em áreas menores que 6,4 hectares – deixando de fora o impacto representado por milhões de posseiros.

Para a ONG, o Brasil deve adotar, com urgência, um programa nacional de combate ao desmatamento, que precisa contar com o apoio financeiro da comunidade internacional, inclui a criação de uma força-tarefa interministerial, com a participação de entidades representativas da sociedade civil e dos setores produtivos, para deter o avanço do desmatamento com o objetivo de o reduzir a zero até 2010. (ambientebrasil)