Conheça as medidas do plano de contigência no consumo de energia elétrica .

A síntese das medidas definidas após a reunião do apagão é a seguinte:

-As medidas terão vigência até outubro ou novembro.

-Os consumidores foram divididos em quatro setores – os residenciais, os rurais, os de baixa tensão industriais e comerciais e os de alta tensão industriais e comerciais.

– Os Apagões não tem data definida, no momento governo suspendeu a medida que pode ser retomada caso haja necessidade- a meta mínima de economia é 20% abaixo desse patamar, volta a idéia.

-O plano atingirá 35% dos consumidores residenciais do Sudeste e Centro-Oeste, 87,9% dos consumidores do Nordeste, além do comércio e a indústria.

O Consumo:

– Os consumidores residenciais de baixa renda, com consumo de até 100 kWh, poderão até pagar menos pela conta de luz, se o consumo medido pela média dos meses de maio, junho e julho do ano passado, for reduzido. Para esses consumidores, o governo estipulou um bônus de até dois reais por real economizado.

-Acima de 100kWh, os consumidores deverão cumprir uma meta de restrição de 80 por cento do consumo médio dos meses de maio, junho e julho de 2000. Se conseguir a redução, ganharão um bônus de um real para cada real economizado.

– Para a parcela de consumo entre 201 kWh a 500 kWh haverá um acréscimo de 50 por cento sobre o excedente e acima de 500 kWh o acréscimo será de 200 por cento. Por exemplo: o consumidor que gasta cerca de 400 kWh por mês terá um acréscimo de tarifa escalonado a tudo o que ultrapassar 200 kWh/mês. Se no ano passado, entre os meses de maio, junho e julho, esse consumidor gastou 400 kWh mensalmente, ele terá que reduzir o consumo para 320 kWh. Até 200 kWh a tarifa permanece a mesma, de 201 a 320 ela terá um acréscimo de 50 por cento, e se passar de 500 kWh a tarifa será 200 por cento mais cara.

Penalidades  

-Quem não cumprir a meta estará sujeito ao corte de fornecimento por três dias, na primeira vez, e por seis dias no caso de repetição.

– Sobretaxas :As contas de luz acima de 200 kWh mês serão sobretaxadas mesmo que o consumo esteja dentro da cota.

 Rurais   
 
Os consumidores rurais terão uma meta correspondente a 90 por cento do consumo médio dos meses de maio, junho e julho do ano passado. Acima disso, o consumidor estará sujeito a corte se não compensar com uma economia anterior. De acordo com Pedro Parente, serão levadas em consideração as épocas do ano em que há maior ou menor demanda de energia.

Indústria e Comércio

-Para os grandes consumidores, de alta tensão comerciais e industriais, a meta vai oscilar de 75 por cento a 85 por cento de redução, tomando por base os meses de maio a julho do ano passado. O consumo acima da meta, se não for compensado com uma economia anterior, será cobrado com base no preço do MAE -Mercado Atacadista de Energia e o consumidor estará sujeito ao corte.

-Se o consumidor reduzir mais que o estipulado, poderá negociar as sobras em leilões no MAE ou guardá-las para uso futuro.

-Os consumidores de baixa tensão do comércio e da indústria terão uma meta correspondente a 80 por cento da média gasta de maio a julho de 2000. Acima disso, se não houver compensação com sobras, a cobrança será também com base no preço do MAE, e o consumidor ficará sujeito a corte. Como os consumidores de alta tensão, os de baixa tensão também poderão economizar para o futuro ou vender as sobras ao MAE.(ambientebrasil e Radiobrás)