Etanol e de solventes são adulterações mais comuns na gasolina

As adulterações mais comuns na gasolina são adição de etanol (acima do limite legal) e de solventes. No primeiro caso, explica o professor José Eduardo de Oliveira, da Unesp, a fraude é facilmente percebida, já que o excesso de álcool anidro na gasolina pode ser detectado por intermédio de um teste rápido – extração com proveta – e simples nos próprios postos.

Já solventes exigem testes em aparelhos sofisticados que são feitos pela ANP ou pelos laboratórios conveniados.

Os solventes são compostos por substâncias que, em princípio, já existem na gasolina. Por outro lado, determinadas substâncias presentes nos solventes podem prejudicar o motor, além de contribuir para a sonegação de impostos. “Os solventes de borracha são, em linhas gerais, constituídos de hidrocarbonetos alifáticos. Apresentam baixo teor de compostos aromáticos e olefinas, ponto de inflamação de no máximo 0°C e densidade por volta de 0,70 g/cm³ na temperatura ambiente. Podem ter alto teor de enxofre, o que não é bom nem para o ambiente, nem para os veículos.

Também são bastante voláteis, apresentando faixa de destilação tipicamente de 40°C a 130°C (máximo), muito diferente da gasolina que tem o ponto final máximo da destilação em 220°C. O solvente de borracha corresponderia às frações leve e intermediária da gasolina, em termos de volatilidade.

Tais solventes são usados diretamente na formulação de cola de borracha, adesivos, lacas, tintas para impressão, praguicidas. Indiretamente são empregados como solvente para borracha, látex e outros produtos químicos”, explica Oliveira

Em princípio, se o solvente de borracha for adicionado à gasolina, alterando dessa forma sua composição padrão, os testes realizados pelos laboratórios conveniados ou da própria ANP podem detectar essa alteração na composição.

O professor Oliveira explica que uma boa gasolina pode ser observada por algumas características como, por exemplo, permite partida rápida e fácil sob qualquer clima; facilidade de partida a frio; boas características de aceleração; pequena tendência de tamponamento em tempo quente; ausência de frações muito pesadas; boas características antidetonantes (máximo de potência com mínimo de consumo); ausência de goma e menor tendência a formá-la, quando armazenada; e ausência de compostos corrosivos de enxofre.
(Agência Brasil)