Corredor ecológico conservará floresta amazônica brasileira e boliviana

Considerado o mais moderno e abrangente sistema de conservação mundial, o Corredor Binacional será executado pelo Ministério do Meio Ambiente através do departamento de Conservação de Ecossistemas do Ibama, com apoio do governo estadual e das prefeituras municipais.

Com financiamento inicial do Banco Mundial, a formalização do projeto pioneiro foi por meio de portaria do presidente do Ibama, Hamilton Casara, que nomeou os integrantes da Comissão de Implementação do lado brasileiro do Corredor Guaporé-Mamoré.

A comunidade local será envolvida em todo o processo de modo a aumentar a cobertura ambiental da maior biodiversidade do planeta: a Floresta Amazônica. Estendendo-se por 23 milhões de hectares, dos quais treze milhões do lado brasileiro – o Corredor Ecológico interligará trinta áreas protegidas. Dezessete são federais e estaduais, e treze indígenas de dezessete municípios de Rondônia. As oito bolivianas ficam nos municípios do nordeste de Santa Cruz e Beni, e do leste de Pando.

Para dar cobertura integral a este patrimônio, a proposta do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama é implantar o mesmo modelo conservacionista nas outras fronteiras do Brasil com o Peru, a Colômbia, a Venezuela, e as Guianas.

A meta do departamento de Conservação de Ecossistemas para o Corredor Guaporé-Mamoré-Itenez é formar um verdadeiro arquipélago de áreas protegidas e conectadas. Para tanto, será necessário criar pelo menos três novas Unidades de Conservação em Rondônia: o Parque Nacional da Serra da Cotia, e duas Reservas Extrativistas, informou o biólogo Moacir Bueno Arruda, coordenador do departamento do Ibama e do projeto.(Ibama)