BNDES vai financiar projetos sobre economia de energia

Não vai faltar dinheiro para financiar os projetos que consigam, no menor prazo possível, economia de consumo e aumento da oferta de energia elétrica.

Foi o que reafirmou, na quinta-feira o presidente do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Francisco Gross.

Segundo ele, serão priorizados projetos de transmissão, de termoelétricas e de co-geração.

O presidente do BNDES disse que do orçamento total do Banco, para este ano, de R$ 26 bilhões, mais de R$ 7 bilhões estão assegurados para financiamentos do setor de energia elétrica.

Ele garantiu, que se for necessário, esse total será ampliado. De 1996 a 2001, o Banco destinou recursos no montante de R$ 17,6 bilhões para investimentos no setor.

Gross prometeu também acelerar a aprovação dos financiamentos.

Ele informou que criou um grupo de trabalho para, dentro de 15 dias, apresentar sugestões sobre o assunto. A intenção é reduzir para semanas o prazo que antes chegava a meses. Acrescentou que colocou mais 20 funcionários para analisar os pedidos de financiamento do setor elétrico.

Segundo o presidente do BNDES, ainda é cedo para medir o impacto da crise de energia elétrica sobre os investimentos. Ele disse que essa avaliação tem como base, muitas conversas com investidores e consultores.

Na sua opinião, todos estão buscando meios de reduzir o consumo de energia elétrica e fontes alternativas.

Gross entende ainda que existe espaço para que cada empresa administre sua demanda de energia, inclusive comprando no mercado. Com isso, garante, será resolvida grande parte do problema.

Ele disse que o usuário de energia elétrica que for auto-suficiente está fora do sistema de cotas de consumo estabelecido pelo Governo.

O presidente do BNDES informou ainda que foram aprovados R$ 191 milhões para dois financiamentos a Centrais Elétricas do Espírito Santo (Escelsa), para projetos de ampliação da capacidade de geração de energia elétrica.

Outro financiamento, no valor de R$ 17,2 milhões, vai ajudar a ampliar as instalações de geração de duas pequenas centrais hidrelétricas da CPFL – Companhia Paulista de Força e Luz, que começaram a operar em 1911 e 1926.
(Agência Brasil)