Conservação de micos-leões é avaliada na Bahia

O Comitê Internacional para a Conservação e Manejo dos Micos-leões, criado há dez anos para combater o processo de extinção desses primatas nativos da Mata Atlântica, reuniu-se esta semana em Ilhéus (BA), quando foi analisada a situação destes animais, incluindo estratégias para sua preservação. Pelos serviços prestados à causa, foram homenageados Devra Kleiman e Jeremy Mallison.

A estimativa dos animais remanescentes, distribuídos por quatro estados, é a seguinte: mico-leão-dourado (Rio de Janeiro, mil indivíduos), mico-leão-da-cara-dourada (Bahia, entre seis e 15 mil), mico-leão-preto (São Paulo, cerca de mil) e mico-leão-da-cara-preta (Paraná, 400). Em cada região o comitê coordena programas de conservação do hábitat, pesquisa científica e reintrodução, apoiando ainda iniciativas de educação ambiental e capacitação profissional.

Esses programas foram responsáveis pela estabilização do decréscimo populacional dos micos-leões.
O Ibama participa ativamente da conservação dos micos, criando Unidades de Conservação nas regiões onde eles ainda existem. O exemplo mais significativo é o da Reserva Biológica União, no estado do Rio de janeiro, berço do mico-leão-dourado. Com mais de três mil hectares, a Rebio União é praticamente toda coberta por vegetação da Mata Atlântica. A reserva foi criada em 1998 a partir da compra de fazendas pelo Ibama, que administra a reserva e a disponibiliza para pesquisadores brasileiros e estrangeiros e ONGs.

Entre os fatores que quase provocaram conjuntamente o extermínio dos micos-leões estão a destruição das florestas de Mata Atlântica e o tráfico dos animais para atender ao hábito de criar bichos de estimação.(InforMMA)