Cúpula do Mercosul: acordo pretende regulamentar saneamento da região

A unificação das normas sanitárias do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile foi proposta pelo governo brasileiro durante a Reunião de Cúpula do Mercosul, informou o ministro da Agricultura e do Abastecimento, Marcus Vinicius Pratini de Moraes.

“É de interesse dos países da região que tenhamos procedimentos e regras práticas que nos permitam intensificar as exportações.” Segundo ele, o estabelecimento de uma política comum também daria mais força ao bloco para enfrentar o protecionismo dos países desenvolvidos.

A Reunião de Cúpula do Mercosul aconteceu nos dias 21 e 22/06, em Assunção -Paraguai. Membro da delegação brasileira que participou do encontro, Pratini de Moraes defende a aprovação de um acordo de equivalência sanitária no Mercosul. “Esse será um instrumento importante para facilitar o comércio de produtos agrícolas na região. Às vezes, enfrentamos restrições ou dificuldades decorrentes da inexistência de padrões sanitários uniformes no Mercosul.”

O ministro também aponta outra vantagem com a definição de normas sanitárias comuns ao Mercosul. “Elas poderiam abrir novos mercados à região. Além disso, essas regras poderão tornar os produtos agropecuários do Mercosul mais valorizados e competitivos.” Ele destaca ainda o trabalho conjunto que vem sendo realizado pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia no combate à aftosa. “O trabalho está indo muito bem.”

De acordo com ele, o bloco econômico precisa ser mais agressivo na sua política de comercialização do agronegócio. “Como maior exportador líquido de alimentos do mundo, o Mercosul tem que se impor mais. É necessário mostrar a importância e a prioridade do agronegócio no âmbito do bloco econômico e das nossas negociações internacionais, que devem começar pelo setor agrícola.” Pratini de Moraes observa que os produtos agropecuários do Mercosul enfrentam todo o tipo de restrições nos mercados desenvolvidos. “Algumas de nossas carnes, por exemplo, chegam à Europa com 300% de tributo.

O tabaco é taxado em 350% nos Estados Unidos, quando ultrapassa a cota. Ou os países desenvolvidos, que querem exportar cada vez mais para nós, abrem suas economias ou não temos mais o que negociar.”( Informações Ministério da Agricultura)