ESPECIALISTA ALERTA SOBRE OCUPAÇÕES DESORDENADAS

O especialista em gestão econômica do meio ambiente, Gustavo Souto Maior, afirmou, em entrevista ao programa “NBr Entrevista”, exibido pelo canal de TV a cabo da Radiobrás, que o impacto ambiental das ocupações desordenadas de terras do Distrito Federal e entorno pode causar danos irreversíveis às áreas de proteção ambiental do DF.

No Distrito Federal Gustavo citou como um dos principais prejuízos causados pela falta de infra-estrutura dos assentamentos a escassez dos recursos hídricos. “Nós estamos chegando ao ponto de ter escassez de água no DF, devido à ocupação desordenada do solo em áreas de nascentes, de córregos, enfim, áreas de suma importância em qualidade de vida”, explicou.

A retirada da vegetação para a ocupação também é uma questão alarmante. Segundo Gustavo, Brasília é uma cidade privilegiada por possuir quase 43% do território constituído de áreas ambientalmente protegidas. Porém, esse privilégio está sendo perdido aos poucos, devido às inúmeras e sucessivas invasões que vêm ocorrendo no Distrito Federal e entorno.

“Estamos perdendo um patrimônio incomensurável. É nessas áreas que se encontram nossa fauna, nossa flora e que são feitas pesquisas de cunho ecológico. Elas têm uma riqueza muito grande para a sociedade”, destacou.

Para o especialista, devem ser tomadas medidas urgentes, pois as invasões estão se tornando cada dia mais freqüentes e agressivas. “Basta abrir os jornais para vermos diariamente notícias de invasões aqui no DF, mostrando como a situação está ficando caótica”, ressaltou.

Gustavo acredita que o Governo do Distrito Federal tem condições de coibir as ocupações, mas está fazendo “vista grossa”.” Só no Paranoá já existem quatro áreas invadidas sem que o GDF esteja fazendo nada para tentar impedir”, alertou.

O especialista acha que em vez de impedir, o GDF incentiva as ocupações de áreas públicas. Ele diz que o governo acaba regularizando as invasões, o que estimula novas incursões. Muitas vezes também o fato é ignorado e as áreas invadidas viram verdadeiras cidades. Segundo Gustavo, isso ocorre porque o governo tem uma visão de que as áreas de proteção ambiental não têm valor econômico e que não podem ser “desperdiçadas”.

Devido ao ponto crítico em que chegou essa questão, a situação de muitas invasões, de acordo com Gustavo, é irreversível. O que se deve fazer é evitar as novas ocupações e reparar as já existentes de condições ambientalmente saudáveis, como saneamento básico, para que funcionem de forma adequada, sem prejudicar mais do que estão prejudicando.

Gustavo ressalta que impedir as invasões não significa deixar as pessoas sem moradia. “O que deve haver é uma política habitacional que coloque as pessoas que realmente têm necessidade em locais ambientalmente adequados e não em áreas de preservação”, acrescentou.

Os prejuízos econômicos que a população de Brasília vem tendo, de acordo com o especialista, é maior do que o imaginado.

Ele lembrou que o Rio São Bartolomeu, que abastecia Brasília, foi totalmente perenizado devido às invasões e agora o DF tem de ser abastecido pela represa de Corumbá. “São prejuízos econômicos que a população de Brasília tem por causa do descaso com a preservação ambiental”, frisou.
(Agência Brasil)

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