PEQUENOS PRODUTORES DA AMAZÔNIA ADOTAM SISTEMA AGROFLORESTAL

Seis parcelas de produção rural do noroeste de Mato Grosso, região de floresta amazônica, foram adotadas como UDs -Unidades Demonstrativas de SAFs -Sistemas Agroflorestais pelo projeto “conservação e uso sustentável da biodiversidade”, executado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente e implementado pelo Instituto Pró-Natura com recursos do GEF – Fundo Global para o Meio Ambiente.

Duas unidades são de agricultores familiares e ficam no município de Juína; três são de assentados da reforma agrária, dos projetos Vale do Seringal, município de Castanheira, e Nova Esperança, em Cotriguaçu. Uma unidade é de pequeno produtor da gleba Treze de Maio, em Juruena, em área em processo de criação de assentamento pelo Incra.

A secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Castanheira, Francisca Almeida, informa que os pequenos produtores demonstram estar integrados ao conceito de sustentabilidade econômica, ambiental e social proposto para a região.

De acordo com o professor Carlos Passos, da Universidade Federal de Mato Grosso, os agricultores, como unidades demonstrativas, terão assistência técnica para aprimoramento do sistema e incentivo para a implantação de uma nova parcela de agrofloresta.

Os sistemas agroflorestais conciliam produção e conservação da floresta, permitindo que a área produza o ano todo, alternando cultivos de ciclo curto com culturas perenes e frutíferas, intercalando plantio de árvores nativas e exóticas.
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Paraíba
Fruticultura aumenta renda de produtores
O Incra da Paraíba implantará uma mini indústria para beneficiamento das frutas produzidas no assentamento Estiva de Geraldo, em Lucena, a 45 quilômetros de João Pessoa. As 84 famílias assentadas plantam coco, jaca, manga, caju e maracujá.

O projeto é resultado de parceria entre o Incra-PB, a prefeitura de Lucena e o Comunidade ativa, um programa de combate à pobreza e de promoção do desenvolvimento no País. Lançado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em julho de 1.999, o programa aposta no desenvolvimento local integrado e sustentável como alternativa para reduzir os problemas sociais e econômicos de localidades mais pobres.

A mini indústria aumentará a renda das famílias. Está prevista a produção de doces caseiros, geleias e polpas, dentro dos padrões de qualidade e com rígido controle de higiene. (ANT)