CRIADO GRUPO DE TRABALHO PARA FLORESTA COM ARAUCÁRIA NO PARANÁ

O Ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho criou através da Portaria 481, de 14 de novembro de 2002, o GT- Grupo de Trabalho da Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária). O Grupo tem como finalidade elaborar estudo e apresentar propostas de preservação dos remanescentes e de recuperação de áreas degradadas com o objetivo de promover a conservação de Floresta Ombrófila Mista, no Estado do Paraná.

Foram considerados aspectos econômicos, turísticos e endêmicos, a riqueza da biodiversidade e o alto potencial para captação de recursos em projetos de equilíbrio climático da região, como justificativa para a criação do GT, cujas as atividades deverão prioritariamente apontar áreas relevantes a serem tranformadas em Unidades de Conservação, atuar como facilitador na relação entre atores governamentais, não governamentais e comunidades de entorno e possibilitar a criação de corredores ecológicos nos remanecentes deste ecossistema que encontram-se reduzidos a menos de 5% de sua área original.

O Grupo será formado por representantes do Núcleo de Planejamento do Programa de Florestas, Diretoria de Áreas Protegidas da Secretaria da Biodiversidade, IBAMA, Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Paraná e ONGS que no prazo de 120 dias, a partir da publicação da portaria, deve apresentar a conclusão dos trabalhos.

O Ministério do Meio Ambiente já havia criado em fevereiro outro grupo para definir áreas prioritárias para criar parques de araucárias em Santa Catarina. Os estudos, que estão em fase de conclusão, devem propor a criação de duas unidades de conservação, uma no Noroeste catarinense e outra na divisa com o Rio Grande do Sul, diz a a coordenadora-adjunta do núcleo assessor de planejamento da Mata Atlântica do MMA, Miriam Prochnow.

O projeto catarinense também sugere a criação de um corredor ecológico ligando a área preservada do Noroeste de Santa Catarina com o Sudoeste do Paraná. O corredor seria formado pela interligação de parques ambientais, reservas particulares e também por propriedades rurais que desenvolvam atividades não-nocivas ao meio ambiente, como a agricultura orgânica. (ambientebrasil, com informações da Gazeta do Povo)