PROJETO DO INEE UTILIZA RESÍDUO DA MADEIRA PARA A GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

O INEE – Instituto Nacional de Eficiência Energética estará apresentando em Cuiabá (MT), no dia 25 de novembro, no Seminário “Utilização da Biomassa para Geração Elétrica” (Hotel Fazenda Cuiabá, Mato Grosso), as conclusões de um projeto sobre o aproveitamento energético dos resíduos provenientes da industrialização da madeira.

Pelos estudos do INEE, o aproveitamento pode ser realizado através da implementação de uma unidade co-geradora capaz de produzir, concomitantemente, vapor, para a secagem da madeira, e eletricidade, para uso no parque industrial. Esses estudos foram desenvolvidos com o apoio da United Nations Foundation (Fundação ligada às Nações Unidas).

O Seminário está sendo organizado pelo INEE em conjunto com a UNDP – United Nations Development Programme e pelo Instituto Pró-Natura. Esse evento antecede o evento “Pró Madeira” que reunirá os diversos segmentos voltados para o extrativismo madeireiro.

“Vamos não somente expor as conclusões deste trabalho, mas, também, sugerir formas de associação para a implantação da unidade geradora”, explica o diretor do INEE, Osório de Brito, responsável pelo projeto. Osório ressalta a importância de se destacar que a utilização dos restos da indústria madeireira não pode se desvincular da exploração racional da floresta.

“A unidade co-geradora não poderá, jamais, colaborar com a devastação das riquezas florestais, reduzindo a sobrevivência da atividade madeireira por exaustão da matéria prima, afetando a cobertura florestal e empobrecendo a última reserva tropical existente no mundo”, ressalta.

O principal benefício do projeto que estará sendo apresentado é, além da produção de energia elétrica, favorecer a preservação da Floresta Nativa e a fixação do homem na região.

A região analisada pelo INEE foi o Noroeste do Estado de Mato Grosso. Nele e, na prática, nas demais regiões, os resíduos da madeira constituem-se em um estorvo para a maioria das madeireiras. As conclusões extraídas da elaboração do estudo de viabilidade da implementação de unidades de co-geração – geração simultânea de eletricidade e de vapor – a partir da queima dos resíduos provenientes da industrialização da madeira mostram ser econômica a realização deste investimento.

A transformação do resíduo em energia, de acordo com o INEE, não só resolve um problema crônico na região – a ausência de eletricidade em qualidade e em quantidade -, como, também, reforça a atividade extrativa. “Mas é preciso que haja uma continuidade em sua realização, isto é, que se baseie na prática do manejo florestal sustentável”, pondera Osório de Brito.
(Ateliê da Notícia)