CPI DA BIOPIRATARIA DA CÂMARA OUVE 30 PESSOAS NO PARÁ

Deputados da CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito do Tráfico de Animais e Plantas Silvestres realizam diligência nesta sexta-feira (13) até domingo em Belém do Pará. Mais de 30 pessoas serão ouvidas, entre elas, representantes da Funai – Fundação Nacional do Índio, do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e madeireiros. Estão previstos 14 depoimentos para hoje.

O presidente da CPI, deputado Luiz Ribeiro (PSDB-RJ), afirmou que se no decorrer dos trabalhos surgirem denúncias ou qualquer outra informação que necessite de outros depoentes, poderá haver novas convocações.

PARÁ – Os parlamentares querem fazer um diagnóstico sobre a atividade madeireira no estado do Pará, considerado um dos maiores produtores do País. De acordo com as investigações, a Comissão estima que o dinheiro da corrupção representa 50% do preço da madeira.

O deputado explica que os depoimentos tomados no Pará serão utilizados para quantificar o mercado da madeira, identificar as irregularidades e conhecer trabalhos comprometidos com o reflorestamento e manejo. “Nosso objetivo é ter um retrato fiel do que está acontecendo e propor atitudes e atividades que os governos Federal e do Pará possam implementar para diminuir esse mercado da ilegalidade, que explora o ser humano e o pobre paraense”.

DENÚNCIAS – Altos funcionários do Ibama do Pará estão envolvidos em corrupção. A denúncia foi feita por representantes do órgão, em reunião reservada da CPI. No depoimento, eles denunciaram o envolvimento do alto escalão do Instituto com a extração ilegal de castanheira e mogno.

A CPI do Tráfico de Animais e Plantas Silvestres ouviria ontem o pesquisador holandês Marcos Rosmalen, biólogo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, que responde inquérito civil e administrativo por ser proprietário de um criadouro ilegal de macacos em Manaus. Existem denúncias de que ele também enviou várias amostras de sangue dos primatas para o exterior. A audiência não se realizou porque o depoente não apareceu.

O presidente da CPI, deputado Luiz Ribeiro (PSDB-RJ), enviou ofício à Polícia Federal do Amazonas para que o pesquisador Marcos Rosmalen venha depor em Brasília sob guarda. O deputado não aceitou o atestado médico falso enviado pelo pesquisador. Luiz Ribeiro, que também é médico, descobriu que o atestado foi concedido ao pesquisador há 2 meses.

O estado do Amazonas será o próximo a ser visitado pela CPI, mas a data da diligência ainda não foi definida.
(Agência Câmara)