PARQUE DE ITAPEVA PRESERVARÁ MATA DE RESTINGA NO LITORAL DO RS

O governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, assinou na última quinta-feira (12) o decreto que cria o Parque Estadual de Itapeva, no município de Torres, uma antiga reivindicação de pesquisadores e de ambientalistas, especialmente porque a mata de restinga encontrada na área é o último remanescente de Mata Atlântica costeira no Estado.

O estudo “Diretrizes Ambientais para o Desenvolvimento dos Municípios do Litoral Norte”, realizado pela Fepam – Fundação Estadual de Proteção Ambiental, aponta a mata de restinga encontrada em Torres como importante área para preservação permanente. A criação do Parque de Itapeva também foi reivindicada na Confema – Conferência Estadual do Meio Ambiente 2000.

O Parque terá mil hectares e a área vai preservar dunas, mata de restinga e banhado, que vão da divisa do Parque da Guarita, em direção sul, até a antiga Estrada Interpraias, e na direção oeste até próximo à Estrada do Mar. Estarão situados dentro do Parque a Lagoa do Simão, o Camping de Itapeva e o Terminal Turístico. Ficarão fora dos limites da área protegida a faixa de praia e o Parque da Guarita, que pertence à Secretaria Estadual de Turismo, cuja administração é cedida para o Município de Torres.

Os objetivos do parque são a preservação dos ecossistemas lá encontrados, pesquisa científica, educação ambiental e visitação pública controlada. A elaboração do Plano de Manejo, que define critérios para utilização da área, deverá iniciar no próximo ano por técnicos da Sema – Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Já há recursos previstos para a implantação da unidade de conservação, através de medidas de compensação ambiental pela duplicação da BR 101 e de convênio assinado no último mês de agosto entre o Governo do Estado, através da Sema, com o banco alemão KfW.

Segundo o diretor do Defap, Luis Felippe Kunz Jr., o Parque Estadual de Itapeva vai oportunizar empregos diretos e indiretos e estimular o turismo em Torres durante todo o ano, através de passeios em trilhas ecológicas, observação de fauna e flora, além de atrair pesquisadores. “Tudo isso faz circular rendas no município”, lembrou Kunz.

O processo de definição dos limites do Parque envolveu duas consultas públicas e entendimentos com a prefeitura do município, câmara de vereadores, entidades ambientalistas e lideranças comunitárias e a área foi aprovada pelo Consema – Conselho Estadual do Meio Ambiente no último mês de novembro.
(Com informações da Ascom Gov. do Rio Grande do Sul)