CENTRO DE BIOTECNOLOGIA DA AMAZÔNIA SERÁ INAUGURADO NESTA TERÇA-FEIRA EM MANAUS/AM

O CBA – Centro de Biotecnologia da Amazônia, instalado em Manaus (AM), irá comandar uma rede nacional de laboratórios e de grupos de pesquisadores que vão se dedicar a pesquisas sobre a biodiversidade amazônica, atuando nos mais diversos campos da biotecnologia. Iniciativa conjunta da comunidade científica, do setor privado e dos governos federal e estaduais da região amazônica, o CBA deverá ser a mais avançada instituição de pesquisa e inovação tecnológica do gênero fora dos países do primeiro mundo. O centro coordenará pesquisas para a produção de produtos farmacêuticos, cosméticos, corantes naturais, aromatizantes, óleos essenciais, bioinseticidas e enzimas de interesse biotecnológico.

Em setembro deste ano, durante a Feira Internacional da Amazônia, o ministro Sérgio Amaral esteve em Manaus e autorizou a liberação de R$ 3,5 milhões para a compra de equipamentos para o CBA. O centro foi construído com recursos da Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus e dos ministérios do Desenvolvimento, da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente. O governo do estado do Amazonas também participou do projeto. No total, já foram investidos R$ 14 milhões na construção do centro.

Além da construção dos laboratórios de pesquisa, a Suframa está aplicando R$ 5,9 milhões na formação de capital intelectual local, com o apoio de várias instituições de pesquisa e ensino federais. No orçamento do próximo ano, a Suframa vai destinar mais R$ 8,6 milhões, que serão somados aos R$ 9 milhões do Ministério de Ciência e Tecnologia, para garantir a estruturação da primeira etapa do CBA.

No complexo laboratorial do Centro de Biotecnologia da Amazônia, com 12 mil m², funcionarão uma central de produção de extratos, centrais de pesquisa de produtos vegetais, animais e de microorganismos e uma incubadora de empresas, que auxiliará na criação de novas empresas e na melhoria das já existentes. Além disso, o CBA estabelecerá um sistema de integração entre suas centrais de pesquisa e as comunidades tradicionais, principalmente as extrativistas e as indígenas, orientando-as nas atividades de identificação e coleta de produtos da flora e da fauna regionais.
(Agência Brasil)