ANTINORI DESMENTE ANÚNCIO SOBRE CLONE HUMANO

O ginecologista italiano Severino Antinori desmentiu numa entrevista publicada neste sábado pela revista iugoslava NIN segundo a qual um dos três primeiros clones humanos nasceria dentro de um mês na Sérvia. Em mais uma de suas freqüentes e confusas declarações, Antinori disse à imprensa italiana que desmente “tudo”. “Não concedi entrevistas a ninguém na Europa nos últimos quinze dias”, afirmou.

No entanto, no dia 26 de novembro ele anunciou em Roma o nascimento, em janeiro, do primeiro clone humano, acrescentando que a gravidez estava na trigésima sexta semana e que o feto, um menino, pesava 2,7 quilos. Além disso, afirmou que existiam outras duas gestações deste tipo em países cujos nomes não revelou. Também disse então que não tinha nada a ver diretamente com estes nascimentos e que só havia desempenhado o papel de assessor.

Na entrevista publicada pela revista NIN, supostamente feita durante a participação do médico num congresso sobre fertilidade e esterilidade realizado há duas semanas em Belgrado, ele teria dito: “Acho que criei a revolução na genética, e a Sérvia será um dos três países que entrará para a história”. “Enquanto eu estiver vivo, só a minha equipe de especialistas e eu conheceremos a técnica de fertilização. Só a usaremos quando o homem for totalmente estéril e desejar ter filhos. Considero que isso é humano”, teria acrescentado.

Desde abril passado sucederam-se os anúncios por parte de Antinori de gestações de embriões humanos clonados. Mas ele nunca deu provas incontestáveis.

Primeiro foi no jornal online dos Emirados Árabes Unidos Gulf News e na edição eletrônica do semanário britânico New Scientist, depois na televisão pública italiana RAI e, mais tarde, em declarações à imprensa estrangeira credenciada em Roma. Eram mencionados três supostos processos de gestação de clones humanos e vagamente sinalizados dois países da antiga União Soviética e da península Arábica.

Os anúncios de Antinori, famoso por ter conseguido em 1994 que uma mulher de 62 anos ficasse grávida, sempre foram contestados pela comunidade científica. (Agência EFE)