UNICEF CONFIA NA BIOSSEGURANÇA DE OGMs

A diretora-executiva do UNICEF (United Nations Childrens Fund, Fundo da Criança da Organização das Nações Unidas), Carol Bellamy, afirmou na primeira quinzena de dezembro (dia 10), em entrevista encaminhada à Web, que acredita na biossegurança dos alimentos derivados da biotecnologia (OGMs- Organismos Geneticamente MOdificados).

Em entrevista ao UN Integrated Regional Information Network (serviço de notícias da ONU) a respeito da crise etíope, Bellamy salientou que, no tocante à saúde, não há diferença entre os alimentos geneticamente modificados e os convencionais.

“A posição do UNICEF é a seguinte. Estamos absolutamente confortáveis como fato de que a Organização Mundial da Saúde, que é a agência normativa de saúde da ONU, foi muito clara e definitiva: não há dúvidas na afirmação de que não se tem evidência evidência científica de que alimentos geneticamente modificados tenham quaisquer conseqüências à saúde”, afirmou a diretora-executiva do UNICEF.

A afirmação da OMS – Organização Mundial de Saúde citada por Bellamy foi feita em outubro de 2002, em um relatório oficial intitulado “20 Questões sobre Alimentos Geneticamente Modificados”: “os alimentos geneticamente modificados atualmente disponíveis no mercado internacional passaram por avaliações de risco e não prejudicam a saúde humana”.

Bellamy também analisou os transgênicos do ponto de vista comercial. Segundo ela, o fato de a Europa restringir os organismos geneticamente modificados não impede que um país exportador produza transgênicos, uma vez que é possível fazer a segregação dos produtos convencionais. (Cdi.com)