PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL MOBILIZA MACAÉ/RJ PELA REVITALIZAÇÃO DO SEU PRINCIPAL RIO

Adolescentes da comunidade de Nova Holanda, em Macaé/RJ, estão sendo treinados para atuarem como agentes ambientais através do projeto de educação ambiental “Ecotrupe”. O trabalho tem o objetivo de sensibilizar e mobilizar a população para a Revitalização Ambiental do Estuário do Rio Macaé, que prevê um conjunto de obras, iniciativas econômicas e ambientais para proteção dos manguezais e dos recursos hídricos, melhoria dos serviços públicos e geração de emprego e renda para a região.

Fruto da parceria da Prefeitura Municipal de Macaé com a empresa El Paso, proprietária da Usina Termelétrica Macaé Merchant, a maior termoelétrica a gás natural do Brasil, o projeto Ecotrupe, integrante do programa “No Meio do Ambiente” da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Macaé está sendo executado pela Organização Não-Governamental CIMA – Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente.

Duas turmas de jovens com idades entre 14 e 17 anos, receberam do CIMA cerca de 4 horas de aulas diárias sobre meio ambiente, saúde, saneamento, lixo, reciclagem e linguagens artísticas (palhaço, acrobacia e malabarismo) na sede do projeto, alugada e reformada pela Prefeitura. A larga experiência da ONG, que coordenou os projetos Protetores de Vida e Criando e Recriando, mostrou que a informação é apenas um dos elementos dentro do processo de construção de uma consciência ecológica em comunidades carentes como a de Nova Holanda.

“A Ecotrupe é uma feliz mistura de arte e educação para mostrar que qualidade ambiental só é conquistada ou percebida quando se conquista qualidade na vida”, explica Marcos Didonet, diretor geral do CIMA, acrescentando que além das questões ambientais, o projeto visa um trabalho social, que já vem transformando a realidade de vida dos jovens de Nova Holanda.
Neste mês, a Ecotrupe estará dando início a mobilização dos moradores da comunidade de Nova Holanda no estuário do rio Macaé, com esquetes teatrais que abordam a importância de preservar o manguezal do estuário, os problemas causados pelo lixo lançado diretamente no rio, especialmente as garrafas plásticas PET e as oportunidades de enviar estas garrafas para reciclagem.

” Uma das esquetes gira em torno de uma pirâmide humana, que vai sendo destruída à medida que o meio ambiente é agredido e reconstruído quando o mesmo passa a ser respeitado.Só é possível falar de ecologia quando esse discurso usa como premissas as palavras convívio e equilíbrio” explica Eveli Ficher, responsável pela direção artística dos espetáculos.

As esquetes serão apresentadas nas ruas, praças e escolas da comunidade, com o apoio de um carro, munido de equipamentos de som. Todos os malabares e adereços utilizados nos esquetes foram confeccionados com materiais reutilizados. Durante as apresentações, os moradores também receberão cartilhas e outros materiais educativos desenvolvidos pelo projeto.

Através da coleta seletiva, as garrafas plásticas de PET, atualmente jogadas no rio Macaé, canais, manguezais e áreas públicas da Nova Holanda serão encaminhadas para duas empresas comunitárias, que fabricarão vassouras e roupas com malha de PET reciclado.(Contexto e Comunicação)