EX-PRESIDENTE DO IBAMA DESTACA AUMENTO DAS ÁREAS PROTEGIDAS

Em entrevista exclusiva à Radiobrás, o ex-presidente do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Rômulo Mello, disse que o objetivo de fortalecer o instituto foi alcançado nos últimos três anos e que a expectativa para o Governo Lula é dar continuidade e superar os trabalhos já realizados no ano passado.

As gestões criadas, segundo ele, priorizam as estruturas do Ibama. “O que antes era apenas um posto insignificante, hoje é um escritório com equipamentos modernos”, lembrou. “Adquirimos mais de três mil computadores e também 600 veículos”, completou.

O ano de 2002 ainda ficou conhecido como o “Ano das áreas protegidas”, porque o Ibama conseguiu preservar 8 milhões de hectares em todo o país. “Espero que o presidente Lula tenha, já no início do seu governo, um trabalho pronto para ampliar mais quatro milhões de hectares em reservas florestais”, disse Mello, destacando a importância da parceria com a sociedade para melhorar a gestão das áreas protegidas.

Outra ação que trouxe resultados positivos foi à fiscalização dos recursos florestais. “Tomamos medidas preventivas de ir até a floresta antes que ela fosse derrubada, para evitar o desmatamento”, comentou o ex-presidente do Ibama. Ele contou que aproximadamente 80 mil metros cúbicos de madeira foram apreendidos por exploração ilegal. “Esse material deverá ter um destino já neste início do novo governo. Recentemente surgiu uma idéia de trabalhar com a fabricação de carteiras escolares. O importante é acabar com a comercialização que vinha acontecendo”, explicou.

O Ibama ainda aprovou a carreira de especialista em Meio Ambiente e criou duas mil vagas de analista ambiental para o Instituto. “Fizemos o primeiro concurso em 2002 e já estamos integrando ao Ibama 610 analistas ambientais de nível superior, para aprimorar a qualidade do serviço e do atendimento ao cidadão”, frisou Mello.

O ex-presidente afirmou que a consciência ambiental se expandiu no País nos últimos anos. “Todo esse trabalho de conscientização dependerá da continuidade e da prioridade que o novo presidente irá oferecer”, finalizou.
(Agência Brasil)