CUPINS SUBTERRÂNEOS CAUSAM PREJUÍZOS ANUAIS DE US$ 100 MILHÕES

Os cupins subterrâneos, conhecidos também como “cupins de concreto”, são insetos xilófagos, isto é, alimentam-se de madeira e, em busca de seu alimento, durante o percurso danificam mantas de impermeabilização, redes elétricas e de telefonia, e perfuram até mesmo o concreto, chegando a colocar em risco algumas edificações.

São as espécies mais agressivas entre os insetos xilófagos e têm se reproduzido com extrema rapidez no Brasil pelo fato de serem uma espécie exótica, ou seja, uma espécie que migrou de outro continente (a Ásia), chegando a nossos portos por volta de 1900, e não há inimigos naturais eficientes para seu controle em nosso país, sendo por isso que sua infestação aumenta e alastra- se de forma preocupante.

Nos Estados Unidos, igualmente vítima da “importação” asiática dos cupins subterrâneos, calcula-se que causam prejuízos de cerca de US$ 750 bilhões por ano. No Brasil não há cálculos oficiais, mas, uma vez que se constatou sua presença em 70% das casas e edifícios de São Paulo, a estimativa de um prejuízo anual de US$ 100 milhões não é nem um pouco exagerada, pois nas cidades litorâneas sua presença certamente é ainda maior.

Os cupins subterrâneos, assim como as formigas e as abelhas, são insetos sociais e têm seus ninhos localizados no subsolo, mas também se adaptam a espaços nas estruturas das edificações como lajes entulhadas, caixões perdidos, prumadas hidráulicas, chafts, etc., dali saindo em busca de seu alimento, a madeira.

A sociedade de um cupinzeiro é composta por três castas: reprodutores, soldados e operários, cabendo a estes últimos a responsabilidade pela alimentação de toda a colônia. Para isso possuem os hábitos forrageiros, que se constituem na busca constante de novas fontes de alimento e, quando as descobrem, marcam as trilhas através de feromônios, indicando a direção a seguir para os outros cupins. O território coberto pela atuação dos cupins operários compreende uma rede de túneis subterrâneos que se estende em média por um raio de 200 metros do ninho, mas já se constataram distâncias de até 800 metros.

O melhor momento para acabar com os cupins é durante a construção ou reforma do imóvel, através da instalação de uma rede de irrigação implantada no solo, junto aos perímetros e alicerces da edificação, abaixo do contrapiso, rede essa mais conhecida como sistema ciprax-turbo, que fica embutida no solo, com pontos de injeção de cupincidas estrategicamente localizados, de modo a não alterar a arquitetura nem a estética do ambiente.

Entre as principais características desse sistema estão o relativo baixo custo de instalação e de reposição periódica de cupincidas, cujas aplicações futuras ocorrem sem que seja necessário perfurar o piso da edificação, como acontece na forma antiga de tratamento, sendo desnecessário ainda desocupar o imóvel, o que costuma trazer transtornos tanto a moradores quanto a funcionários de empresas.

Cabe a proprietários de imóveis, construtores, engenheiros e arquitetos, no momento de iniciar a obra ou reforma de uma casa, prédio ou indústria, a tarefa de gerar tranqülidade e segurança no presente e no futuro, instalando uma rede de irrigação de cupincidas implantada no solo. Afinal, proteger casas e edifícios contra os cupins subterrâneos é o primeiro passo para, se não erradicar, ao menos controlar essa praga asiática que, atualmente, aumenta sua infestação cada vez mais em função de não termos predadores naturais em nossos climas tropical e subtropical. (Comunique-se/ JUVENAL AZEVEDO COMUNICAÇÃO)

* Giddalthy Gomes Jr. é engenheiro florestal e diretor técnico da InsetCenter (e-mail: giddalthy@insetcenter.com.br)

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