PESQUISADORES PRETENDEM FAZER UM LEVANTAMENTO DO POTENCIAL ECOLÓGICO E ECONÔMICO DO RIO TIBAGI/PR

Pesquisadores que partiram quinta-feira (23) de Curitiba para uma expedição devem apresentar ainda neste ano um diagnóstico completo dos 550 quilômetros do Rio Tibagi, um dos mais importantes rios do Paraná. Um grupo de 13 pessoas vai percorrer em duas etapas todo o rio, desde a nascente, na divisa entre Campo Largo e Ponta Grossa, até a foz, no município de Primeiro de Maio, no Norte do estado. Durante o percurso, profissionais como biólogos e engenheiros agrônomos pretendem fazer um levantamento completo do potencial ecológico e econômico do rio.

A primeira fase da expedição, iniciada ontem, deve ser concluída na próxima terça-feira, quando o grupo prevê chegar a Tibagi. A segunda etapa está prevista para o período de 13 a 22 de fevereiro, de Tibagi até a foz do rio, no encontro com o Rio Paranapanema. O projeto foi elaborado pela Liga Ambiental, uma organização não-governamental, e é patrocinado pelo Fundo do Meio Ambiente. Desde a preparação para a viagem até a produção de materiais de divulgação de informações sobre o rio, o projeto deve custar R$ 60 mil.

A equipe de 13 profissionais está dividida em dois grupos: um de nove pessoas que a partir de hoje vai seguir em dois barcos infláveis e motorizados pelas águas do Tibagi e outro de quatro pessoas que segue por terra. No primeiro dia da expedição, os pesquisadores percorreram a pé as margens do rio, até Ponta Grossa, onde foram apanhados pela equipe de terra para passar a noite em uma pousada. Hoje (24), eles ainda caminham durante uma parte do dia, até atingirem o primeiro ponto navegável do rio, ainda em Ponta Grossa. A partir desse local, eles seguem em dois barcos até o final da expedição.

Segundo a bióloga Bianca Reinert, além de prestar apoio ao grupo de água e cuidar da infra-estrutura da viagem, a equipe de terra também vai coletar dados sobre a fauna e informações sobre o uso do solo ao longo do Rio Tibagi. Também são os profissionais que estão na terra os encarregados de atualizar as informações da página da expedição na internet (www.ligaambiental.org.br), que pode ser acompanhada diariamente, e de processar o material fotográfico e de filmagem coletado durante a viagem.

A bióloga Gislaine Grando, coordenadora da equipe de terra, diz que o projeto prevê a produção de um vídeo, que deve ser apresentado a escolas que ficam nos municípios da Bacia do Rio Tibagi, de uma cartilha e de uma exposição itinerante. Segundo Gislaine, a intenção é conseguir novos financiamentos para a produção de outros materiais que podem levar informações sobre o rio à comunidade(Gazeta do Povo)