EMBRAPA PROPORCIONA VIAGEM HISTÓRICA PELA CULTURA DA SOJA NO BRASIL

Os visitantes do Show Rural Coopavel, que ocorre de 17 a 21 de fevereiro, em Cascavel (PR), terão a oportunidade de participar de uma verdadeira viagem pela história da soja, na vitrine de tecnologias da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Para contar a história viva desse grão, a Embrapa cultivou mais de 50 cultivares de soja, selecionadas do seu banco de germoplasma (coleção natural de diferentes tipos de soja).

A viagem começa há cinco mil anos no nordeste da China, local de origem da soja. “Fizemos questão de plantar a soja selvagem que crescia rasteira como o feijão e produzia sementes pequenas e duras. Nossa intenção é mostrar a evolução por que passou essa cultura”, afirma o pesquisador Lineu Domit, da Embrapa Soja.

Além da soja selvagem, o produtor que participar dessa viagem histórica vai conhecer as primeiras cultivares utilizadas em nível experimental no Brasil, os materiais de sucesso no Sul e no Centro Oeste, as soja para alimentação e até os lançamentos para as próximas safras.

A soja é originária da Ásia e no Ocidente, só ganhou relevância, nos anos 40. No Brasil, a soja chegou pela Bahia, em 1882, no entanto, ela se consolidou no Sul do País. Até o início da década de 1980, cerca de 80% do plantio concentrava-se no Sul. Em 1980, o Brasil disponibilizou a primeira cultivar genuinamente brasileira, a Doko, que foi sucesso entre os produtores do Brasil Central. “O desenvolvimento de tecnologias apropriadas para a produção de soja em todo o País, possibilitou ao Brasil multiplicar sua produção em mais de 40 vezes”, diz Domit.

Hoje, a produção mundial é de cerca de 190 milhões de toneladas. O Brasil é o segundo produtor mundial de soja, atrás dos Estados Unidos. Na última safra, o País produziu 41 milhões de toneladas do grão em 16 milhões de hectares. Em 27 anos, a Embrapa, em parceria com outras instituições, desenvolveu mais de 180 cultivares para atender a demanda das várias regiões produtoras do País e hoje suas cultivares dominam 60% do mercado de sementes.

O programa de melhoramento genético desenvolve cultivares de soja e, em conjunto com outras áreas de pesquisa, elabora as indicaçôes de tecnologias de produçao para o melhor manejo do solo e da cultura.”O conjunto dessas tecnologias é que garante o desenvolvimento do agronegócio brasileiro”, afirma Domit.
(Embrapa)