MINISTRO DISCUTE EM FLORIANÓPOLIS/SC EXPANSÃO DA PESCA NO BRASIL

A criação da Universidade do Mar foi discutida nesta quarta-feira, em Florianópolis (SC), durante a visita do ministro José Fritsch, da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. O objetivo é reunir projetos e especialistas para promover o desenvolvimento da atividade pesqueira no país, considerada de grande potencial, tanto no mar quanto em água doce.

O ministro pretende integrar a cadeia produtiva, ligando pesquisa, industrialização e venda do pescado. José Fritsch visitou o Laboratório de Produção de Sementes de Moluscos Marinhos da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina e destacou que pretende trabalhar em conjunto com a instituição, considerada referência na América Latina nas pesquisas de melhoramento genético.

O ministro conheceu a produção de mariscos e alevinos. O laboratório produz 20 milhões de sementes de moluscos por ano, que garantem a sustentabilidade da maricultura e oferece treinamentos a profissionais do país e do exterior. O reitor em exercício, Lúcio Botelho, disse que a UFSC está à disposição para o desenvolvimento de projetos que estimulem a atividade em outras regiões do país, gerando emprego e renda.

Santa Catarina responde atualmente por cerca de 80% da produção nacional de ostras. Os financiamentos para impulsionar o setor pesqueiro no país estão sendo negociados junto ao Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e Fundo da Marinha Mercante.

AUMENTO DA PRODUÇÃO

Segundo o ministro, a produção de peixes de água doce e o cultivo marinho no Brasil estão muito aquém das potencialidades do setor. “Têm países, inclusive da América Latina, que estão muito à frente de nós e temos condições de ampliar nossa produção”, afirmou o ministro acrescentando que outra prioridade da secretaria é o incremento da atividade pesqueira oceânica em águas profundas.

Fritsch afirmou que para isso o governo pretende adotar uma política de arrendamento de barcos estrangeiros e ainda aumentar os incentivos às indústrias e empresas nacionais, para que tenham condições de investir na captura de peixes em águas profundas.
(Agência Brasil)