IBAMA NÃO VAI LIBERAR A CAÇA DO JACARÉ-DO-PANTANAL

O presidente do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Marcus Barros, esclareceu nesta sexta-feira,14, que o instituto não vai liberar a caça do jacaré-do-pantanal (Cayman yacare) na natureza. Segundo ele mesmo afirmou em recentes declarações à Imprensa de Mato Grosso do Sul, a posição do Ibama é a de realizar estudos e viabilizar as condições legais para que se realize o uso sustentado da espécie como forma de promover o desenvolvimento econômico e social da região. O uso sustentado, explicou Marcus Barros, deverá seguir rigorosamente as regras do manejo de animais silvestres para o abate e comercialização de seus subprodutos (pele, carne, vísceras, etc).

O presidente insiste em diferençar a caça (feita sem controle) do manejo sustentável. Em primeiro lugar, a caça é uma atividade proibida por lei, salvo em casos especiais e com a devida regulamentação. Como atividade ilegal, a caça não segue critérios técnicos e pode colocar em risco a sobrevivência das espécies.

Já o manejo sustentável de animais silvestres é uma atividade prevista em lei e deve ser realizada sob rigorosos controles técnicos dos órgãos ambientais de modo que ela possa gerar desenvolvimento econômico e social, repartição de riquezas e, ao mesmo tempo, para que essa situação se concretize, o Ibama desenvolve há, pelo menos dez anos, estudos para viabilizar o manejo sustentável do jacaré-do-pantanal.

Fome zero

Marcus Barros afirmou que a adoção de técnicas de manejo sustentável aplicadas à fauna silvestre é uma das contribuições do Ibama para o Programa Fome Zero. No caso específico do jacaré-do-pantanal, o manejo bem aplicado, lembrou ele, gera alimento para as comunidades envolvidas no processo, oportunidade de empregos, criação de serviços e fonte de divisas para o país.
(Ibama)