MORRE A OVELHA DOLLY, PRIMEIRO MAMÍFERO CLONADO DA HISTÓRIA

Foi anunciada nesta sexta-feira (14) a morte da ovelha Dolly. O primeiro animal clonado foi sacrificado, seis anos depois de seu nascimento, por causa de uma doença pulmonar. Segundo uma nota do Instituto Roslin de Edimburgo, na Escócia, a decisão de sacrificar Dolly foi tomada depois que um exame revelou que ela sofria de uma doença pulmonar degenerativa.

Dolly entrou para a história da ciência em 1996, ao ser o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta. Dolly nasceu com anomalias cromossômicas e, no mês passado, foi diagnosticada uma artrite muito prematura para sua idade. Logo os cientistas descobriram que a idade genética da ovelha era o dobro: a idade dela somada à idade do animal doador. Dolly sofria de envelhecimento precoce.

O criador da ovelha Dolly, cientista do Instituto Roslin, da Escócia, disse que a doença que levou o animal à morte não tem nada a ver com o processo de clonagem. E garantiu que as pesquisas genéticas desenvolvidas depois do nascimento da ovelha não serão interrompidas. Para ele a história da ovelha Dolly não acaba com a morte dela.

A Academia Nacional de Ciências da Grã-Bretanha anunciou que exames futuros vão determinar se a morte da ovelha Dolly teve a ver com o fato de ela ser um clone. Se a relação for comprovada, os integrantes da academia dizem que ficarão evidentes os riscos da clonagem e do envelhecimento precoce. Uma ovelha normal vive de 10 a 16 anos.
(Com agências internacionais)