IBAMA AUTORIZA OPERAÇÃO DA USINA DE QUEIMADO EM MG

Com um potencial instalado de 105 MW, o suficiente para abastecer uma cidade com 260 mil habitantes, a Usina Hidrelétrica de Queimado, no Rio Preto, em Unaí, Minas Gerais, recebeu do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis a Licença de Operação e deverá dar início nos próximos dias ao enchimento do reservatório com 40,11 quilômetros quadrados. Durante o processo de licenciamento, os estudos e relatórios apontaram a necessidade da realização de diversas medidas tanto na área ambiental quanto social, em função da implantação do empreendimento.

A formação do lago provocou a realocação de 19 famílias (cerca de 70 pessoas), que deverão ser indenizadas por perdas das áreas de lavoura, pastagens e benfeitorias, o deslocamento de rebanhos e o comprometimento da produção de grãos e de leite.

O Ibama exigiu o desenvolvimento de um projeto de salvamento arqueológico e preservação da memória do patrimônio natural da região de abrangência, que, além do município de Unaí, envolve Cristalina, em Goiás e o entorno do Distrito Federal. Por determinação do Ibama serão desenvolvidos, também, projetos nas áreas de saúde, saneamento e educação.

O Consórcio terá 180 dias para apresentar ao Ibama o Plano Diretor que vai ordenar o uso e ocupação do entorno do reservatório, onde poderá estar prevista a construção de equipamentos de lazer para a população, como clubes, bares e condomínios, além de contemplar áreas que permitam o desenvolvimento de atividades esportivas e educacionais para a população.

Na área ambiental, o Ibama determinou que sejam realizados projetos de recomposição de matas ciliares e, atendendo a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, o Consórcio Cemig/CEB deverá repassar R$ 900 mil para estruturação do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Minas Gerais, e R$ 1 milhão, para implantação de programas de uso público no Parque Nacional de Brasília (Água Mineral).

O Ibama determinou, ainda, o salvamento e monitoramento da fauna (peixes, aves migratórias, répteis, anfíbios, andorinhões, jacarés, lontras) e a implantação de canal junto da barragem, para permitir o deslocamento dos peixes do rio.
(Ibama)