GRUPO DE TRABALHO VAI APRESENTAR PROPOSTAS PARA OS TRANSGÊNICOS

Num prazo de 30 dias, um Grupo de Trabalho, que terá participação de nove ministérios – Meio Ambiente, Agricultura, Indústria e Comércio, Saúde, Segurança Alimentar, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Agrário e Justiça, coordenado pela Casa Civil-, apresentará uma proposta, no âmbito do governo, sobre os transgênicos.

Caberá a esse Grupo de Trabalho dar respostas a questões como a safra de grãos de 2003, em fase de colheita, o plantio da safra de 2004, a organização institucional do governo para o tratamento adequado do tema transgênicos e a posição do governo frente ao recurso que tramita na Justiça. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (18), em entrevista coletiva, pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

“Do ponto de vista do governo há uma compreensão de que temos um problema social grave, até porque existe uma interação econômica muito forte. Qual é o caminho a ser estabelecido é exatamente o resultado que nós esperamos para tomar decisões”, disse a ministra Marina Silva.

Ela enfatizou que haverá, por parte do governo, uma compreensão de considerar os problemas sociais e econômicos, sobretudo o fato de que a agricultura tem um peso significativo nas exportações do país. “O Grupo de Trabalho apresentará uma proposta ao governo como um todo. Sobre essa proposta, imagino que muito rapidamente, será possível uma decisão formal do governo”, observou o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

De acordo com a ministra, o prazo de 30 dias é o prazo máximo, mas existem questões que podem ter desdobramentos antes desse período, em especial, a safra de 2003. “Para o governo não há uma discussão ideológica e nem política de ser contra os transgênicos. O que o país tem é uma posição sobre o princípio da precaução e precisamos ser coerentes com o que estamos advogando. Acho que o diferencial é que, pela primeira vez, existe uma ação de governo envolvendo todos os setores que têm interface com essa questão. No âmbito do governo a discussão que será levada é de que forma nós iremos conduzir esse debate, já que não temos ainda elementos que nos assegurem que não há problemas em relação ao meio ambiente e nem em relação à saúde”, finalizou.
(Ascom MMA)