CARTA DE ITAJAÍ CONVOCA EDUCADORES A DEFENDEREM A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O II Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental foi encerrado nesta quarta-feira (10), na Univali – Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, com a aprovação da Carta de Itajaí, documento elaborado em diversos grupos de trabalho, para servir de fomento aos educadores ambientais do país. O próximo Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental deverá ocorrer no Paraná, em 2005.

Leia abaixo o conteúdo da Carta.

Carta de Itajaí

A Educação Ambiental (EA) apresenta interfaces com várias áreas do conhecimento e precisa ser divulgada e difundida em todos os meios e espaços, sendo a atuação em redes de EA uma estratégia apropriada para essas finalidades. A cultura de redes vem se disseminando e se firmando no país, contribuindo para a difusão do conhecimento científico e outros saberes, com iniciativas que estudam e interagem com a questão da EA e a crise sócio-ambiental.

Uma demonstração da força das redes é a realização do II Simpósio Sul Brasileiro de EA (II SSBEA, nos dias 07, 08, 09 e 10 de dezembro de 2003), efetivado no ambiente de parcerias da Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental (REASUL), envolvendo órgãos públicos, ONGS e universidades, entre outros.

O II SSBEA , o I Colóquio de Pesquisadores em Educação Ambiental da Região Sul ( I CPEASUL) e o I Encontro da REASUL (I EREASUL) recomendam:

· – Apoiar a mobilização para impulsionar a organização do V Fórum de Educação Ambiental, em 2004, e o V Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental em 2006 no Brasil;

· – Debater nas Redes e eventos a Resolução da ONU para a Década de Educação para o Desenvolvimento Sustentável de 2005 a 2014, assumindo uma posição regional e nacional em defesa da trajetória da educação ambiental ibero-americana;

· – Defender a inserção temática da EA na Conferência Internacional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável, convocada pela Universidade do Minho, em Portugal, em maio de 2004;

· – Articular discussões com outros países da região para pressionar junto ao Fórum de Ministros de Educação da América Latina e Caribe, para que se inclua a EA em suas discussões e se fortaleça sua institucionalização;

· – Fortalecer o Órgão Gestor da Política Nacional – PNEA, e do Programa Nacional de EA – ProNEA, formado pela Coordenadoria Nacional de EA do MEC e pela Diretoria de Educação Ambiental do MMA;

· – Criar Grupos de Trabalho nas redes de EA para a discussão do ProNEA, apoiando o processo de consulta pública iniciada pelo Órgão Gestor;

· – Apoiar a Rede da Juventude pelo Meio Ambiente, resultado da mobilização de jovens para a Conferência Infanto-Juvenil do Meio Ambiente, realizada em Brasília, juntamente com a Conferência Nacional;

· – Incentivar a participação da sociedade organizada nos desdobramentos da Conferência Nacional do Meio Ambiente e no processo de realização das futuras, contribuindo para o enraizamento da EA na Política Nacional de Meio Ambiente;

· – Sugerir ao Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA – que a definição das linhas temáticas de financiamento contemplem processos de consulta pública;

· – Criar, no âmbito das políticas públicas, incentivos fiscais junto às empresas e direcionar a conversão das multas para o financiamento de projetos de EA;

· – Institucionalizar a EA nas Secretarias Estaduais e Municipais da Educação por meio de sua inserção nas estruturas das políticas educacionais;

· – Fomentar o compromisso das universidades no sentido de que os resultados das pesquisas retornem à comunidade, possibilitando, através de mediações adequadas, a disseminação do conhecimento socialmente produtivo;

· – Reinvindicar junto aos órgãos competentes a formação inicial e continuada da EA dos educadores e gestores ambientais;

· – Realizar um esforço conjunto por parte de educadores e pesquisadores no sentido de assumirem um compromisso político e ético com a educação e a pesquisa;

· – Explicitar as especificidades das linhas de pesquisa em EA, visando os órgãos de fomento e pesquisa como CAPES, CNPq e Fundações Estaduais de Amparo a Pesquisa;

· – Ampliar e fortalecer a pesquisa e a ação pedagógica de fomento à cidadania ambiental, à diminuição da desigualdade social e à erradicação da pobreza, integradas a EA;

· – Sensibilizar a sociedade para o consumo responsável e para a incorporação dos princípios da EA nas práticas pessoais;

· – Promover e assegurar o acesso facilitado à informação ambiental, possibilitando às comunidades a participação nos processos de decisões que afetam a Vida, como exemplos, a rotulagem dos produtos que contenham transgênicos, certificação de produtos, a defesa da biodiversidade, questões relacionadas à segurança alimentar, entre outros;

· – Investir na inclusão digital, principalmente nas escolas.

Mais informações:

Rede Brasileira de Educação Ambiental – www.rebea.org.br

Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental – www.reasul.univali.br
(Gisele Neuls (Gisele@ecoagencia.com.br) / EcoAgência de Notícias)

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