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15 / 01 / 2004PESCADOS TÊM EXPORTAÇÃO RECORDE
Até novembro de 2003, as exportações de pescados somavam US$ 381 milhões, contra os US$ 334 milhões registrados em 2002. As importações atingiram a casa de aproximadamente US$ 170 milhões no mesmo período, o que resultou em um superávit de mais de US$ 211 milhões. Nada mal para um segmento que até o ano 2000 apresentava déficit na balança comercial de cerca de US$ 58,8 milhões.
De acordo com Pedro Alberto Moreira Leite, diretor de Logística, Infra-estrutura e Comercialização da Seap/PR, além do crescimento das exportações de camarão, um dos motivos para o saldo favorável da balança foi a diminuição das importações de pescados, que apresentaram uma queda entre 25% e 30%. Para se ter uma idéia, houve uma diminuição de US$ 16 milhões (23%) nas importações de bacalhau, além de um recuo de US$ 5 milhões (20%) nas compras de merluza.
Quanto à criação da própria Secretaria Especial de Pesca, Moreira Leite não acredita que tenha influenciado diretamente nessa melhora das exportações, mas aposta que ela será primordial para dar sustentabilidade a esse crescimento. “Nossa intenção é criar políticas estruturais, inclusive de apoio às exportações, que apresentam um grande potencial de crescimento”, salienta.
Mercado - Além dos Estados Unidos, destino de cerca de 60% das exportações de pescados, Europa e Ásia também recebem os pescados nacionais, mas em menor escala: 30% e 10%, respectivamente. Tilápia, carpa, truta, atum e alguns peixes nativos, como pintado e pacu, além do camarão, são algumas das espécies comercializadas.
Dos mercados já explorados, Moreira Leite diz que a Europa é o que apresenta a maior expectativa de expansão para os próximos anos. “Além das espécies que já exportamos, a intenção da Seap/PR é introduzir no mercado internacional peixes nativos cultivados, como o pintado, pacu e surubim, que não possuem concorrência”, finaliza. (Diário do Comércio)